Compêndio de Defensivos Agrícolas: Ferramenta para Receituário Seguro
Compêndio de defensivos agrícolas: emissão do receituário agronômico exige consulta fitossanitária assertiva para escolha do produto certo
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A “24 D Bula” refere-se ao documento técnico legal e obrigatório que acompanha os herbicidas formulados com o ingrediente ativo Ácido 2,4-Diclorofenoxiacético (2,4-D). No contexto da agronomia brasileira, este documento é a base fundamental para a emissão do receituário agronômico e para a execução segura das aplicações no campo. O 2,4-D é um dos herbicidas mais antigos e utilizados no Brasil, sendo uma ferramenta vital para o controle de plantas daninhas de folhas largas (dicotiledôneas) em pastagens, cana-de-açúcar, cereais de inverno e na dessecação pré-plantio da soja, especialmente no manejo de resistência da buva (Conyza spp.).
Diferente de outros defensivos, a consulta à bula do 2,4-D exige atenção redobrada devido às características de volatilidade do produto e ao risco de deriva. O documento estabelece parâmetros rígidos de tecnologia de aplicação — como tipos de pontas de pulverização, pressão, altura da barra e condições meteorológicas limites — para evitar que o produto atinja culturas sensíveis vizinhas (como uva, algodão e hortaliças). Portanto, a bula não é apenas um manual de instruções, mas um instrumento de conformidade legal e responsabilidade ambiental, cujas diretrizes devem ser seguidas à risca para evitar prejuízos econômicos e autuações pelos órgãos fiscalizadores estaduais e federais.
Mecanismo de ação hormonal (mimetizador de auxinas), que provoca o crescimento desordenado e a morte das plantas daninhas latifoliadas.
Seletividade para gramíneas, permitindo seu uso em culturas como trigo, milho, arroz e pastagens sem causar danos à cultura principal quando aplicado na dose correta.
Disponibilidade em diferentes formulações químicas, sendo as mais comuns o Sal Amina (menor volatilidade) e o Éster (maior volatilidade, com restrições de uso em algumas regiões).
Exigência técnica de gotas de diâmetro grosso a muito grosso e adjuvantes específicos para minimizar a deriva física e de vapor.
Definição clara do intervalo de segurança (período de carência) necessário entre a aplicação e a semeadura de culturas sensíveis, como a soja convencional.
A deriva é o ponto crítico: a aplicação deve respeitar rigorosamente as condições de vento (geralmente entre 3 e 10 km/h), temperatura e umidade relativa do ar descritas na bula.
A lavagem do tanque do pulverizador após o uso de 2,4-D requer procedimentos específicos e produtos de limpeza adequados para evitar a contaminação de aplicações futuras em culturas não tolerantes.
Verifique sempre a legislação local, pois alguns estados e municípios brasileiros possuem restrições adicionais ou proibições para certas formulações de 2,4-D devido ao risco para culturas perenes vizinhas.
O uso correto de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) é indispensável, devendo-se observar a classificação toxicológica atualizada na bula do produto comercial adquirido.
A mistura em tanque com outros herbicidas, como o glifosato, é comum, mas deve-se consultar a compatibilidade física e química para garantir a eficácia do controle e a estabilidade da calda.
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