Doenças do Feijão: Como Identificar e Controlar as 11 Principais
Doenças do feijão: entenda os sintomas, o que causa cada uma delas, condições favoráveis para a ocorrência e como controlá-las
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A antracnose do feijoeiro é uma das doenças fúngicas mais severas e destrutivas que afetam a cultura do feijão no Brasil. Causada pelo fungo Colletotrichum lindemuthianum, essa doença tem um potencial de dano altíssimo, podendo comprometer até 100% da lavoura se as condições ambientais forem favoráveis e medidas de controle não forem adotadas a tempo. No contexto agrícola brasileiro, ela ganha destaque especial durante a “safra das águas” (primeira safra, com semeadura entre setembro e dezembro), período em que o clima oferece o ambiente ideal para a proliferação do patógeno.
O impacto da antracnose é direto e agressivo, afetando todas as partes aéreas da planta, incluindo caules, folhas e, principalmente, as vagens. A infecção nas vagens atinge os grãos em formação, causando manchas, deformações e perda total de valor comercial. Além do prejuízo financeiro imediato pela queda de produtividade e qualidade, a doença possui um agravante logístico: o fungo é transmitido pelas sementes. Isso significa que o uso de grãos infectados como semente é a principal via de introdução da doença em áreas até então isentas.
Para o produtor brasileiro, o manejo da antracnose exige planejamento e conhecimento técnico. Como o fungo apresenta grande variabilidade genética, existindo diversas raças fisiológicas no campo, o controle não pode depender de uma única ferramenta. É necessário adotar o Manejo Integrado de Doenças (MID), combinando práticas culturais, genéticas e químicas para proteger o estande de plantas e garantir a rentabilidade da safra.
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