Percevejo: Guia de Manejo e Controle na Lavoura 2025 | Aegro
Entenda como o percevejo afeta sua safra. Identifique as espécies, níveis de ação e aprenda técnicas de manejo integrado para um controle eficaz na lavoura.
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No agronegócio brasileiro, o termo “besourinho pequeno marrom” é uma designação popular frequentemente utilizada por produtores para descrever diversas espécies de pequenos coleópteros (besouros) que atacam lavouras comerciais. Diferente dos percevejos, que possuem aparelho bucal sugador e focam no dano direto aos grãos e vagens, esses besourinhos caracterizam-se por possuírem aparelho bucal mastigador. Eles atuam principalmente como desfolhadores, consumindo o tecido foliar de culturas de grande importância econômica, como soja, milho, feijão e algodão.
A ocorrência desses insetos costuma ser mais expressiva durante as fases vegetativas das plantas, favorecida pelo clima quente e úmido típico das safras de verão no Brasil. Espécies da família Chrysomelidae (como os do gênero Colaspis e Maecolaspis) ou da família Lagriidae (como a Lagria villosa, conhecida como bicho-capixaba) são exemplos clássicos que se enquadram nessa descrição visual. O dano causado por eles reduz a área foliar ativa da planta, o que pode comprometer a taxa fotossintética e, se não controlado, impactar o potencial produtivo da lavoura.
Vale ressaltar que, devido ao tamanho e à coloração, é comum que trabalhadores no campo confundam esses pequenos besouros com outras pragas, como o percevejo-marrom (Euschistus heros) em seu estágio adulto. Contudo, a identificação correta é o pilar do Manejo Integrado de Pragas (MIP). Compreender a diferença biológica e o tipo de dano causado por um besouro mastigador em comparação a um percevejo sugador é fundamental para a tomada de decisão e a escolha do método de controle mais assertivo.
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