Guia Prático: As 6 Principais Doenças do Arroz e Como Fazer o Manejo Correto
Doenças do arroz: conheça os sintomas e controles da brusone, mancha parda, escaldadura, queima das bainhas, podridão da bainha e ponta branca
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Ler o Guia Principal sobre Brusone no Arroz →A brusone é uma doença fúngica causada pelo patógeno Magnaporthe oryzae, amplamente reconhecida como a principal e mais devastadora enfermidade que acomete a cultura do arroz no Brasil e no mundo. Presente em praticamente todas as regiões produtoras nacionais, desde as lavouras irrigadas do Rio Grande do Sul até as áreas de cultivo no Norte do país, a doença representa um desafio fitossanitário constante. Seu impacto econômico é severo, pois afeta diretamente tanto a quantidade quanto a qualidade da produção, podendo ocasionar perdas de até 100% da colheita se as condições forem favoráveis ao fungo e não houver controle adequado.
A doença caracteriza-se por atacar a planta em todas as suas fases de desenvolvimento, desde a emergência das plântulas até a maturação dos grãos. O fungo interfere na fisiologia da planta, reduzindo a área foliar fotossinteticamente ativa e interrompendo o fluxo de nutrientes para os grãos. No contexto do agronegócio brasileiro, o manejo da brusone exige uma abordagem técnica rigorosa, visto que o patógeno possui alta capacidade de disseminação pelo vento e pode sobreviver em restos culturais e sementes, perpetuando o ciclo de infecção entre as safras.
Sintomas Foliares: Manifesta-se inicialmente como pequenos pontos castanhos que evoluem para manchas elípticas (formato de olho) com centro cinza e bordas marrons, frequentemente acompanhadas de um halo amarelado.
Danos na Panícula: Ocorre a infecção na base da panícula ou nas ramificações (raques), causando o sintoma conhecido como “pescoço quebrado”, que impede o enchimento dos grãos e resulta em panículas esbranquiçadas e eretas.
Condições Favoráveis: O desenvolvimento do fungo é otimizado em temperaturas entre 20°C e 25°C, associadas à alta umidade relativa do ar e presença de água livre sobre as folhas (orvalho ou chuva).
Disseminação: A propagação ocorre principalmente através de conídios (esporos) transportados pelo vento, permitindo que a doença se espalhe rapidamente para talhões vizinhos e outras propriedades.
Sobrevivência do Patógeno: O fungo Magnaporthe oryzae pode permanecer viável em restos culturais (palhada), em sementes infectadas e em plantas hospedeiras alternativas, garantindo sua persistência no ambiente.
Manejo Integrado: O controle eficiente não depende apenas de fungicidas, mas da combinação de cultivares resistentes, época de semeadura correta e destruição de restos culturais.
Equilíbrio Nutricional: O excesso de adubação nitrogenada favorece o desenvolvimento da doença, tornando a planta mais suscetível; portanto, o manejo equilibrado da fertilidade do solo é uma medida preventiva crucial.
Tratamento de Sementes: Como o fungo pode ser transmitido internamente pela semente, o uso de sementes certificadas e o tratamento químico industrial são fundamentais para proteger a lavoura na fase inicial.
Monitoramento Constante: A identificação dos primeiros sintomas nas folhas é vital para a tomada de decisão sobre a aplicação de fungicidas, visando proteger a fase reprodutiva, onde os danos são irreversíveis.
Impacto na Qualidade: Além de reduzir o volume produzido, a brusone aumenta a incidência de grãos gessados e quebrados no beneficiamento, diminuindo o valor comercial do produto final.
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Brusone no arroz: entenda o ciclo da doença, prejuízos que ela pode causar e como fazer o manejo adequado. Confira!