O que é Calcario Dolomitico Composicao

A composição do calcário dolomítico é definida, agronomicamente, pela sua concentração elevada de óxido de magnésio (MgO). Para ser classificado nesta categoria, o corretivo deve apresentar um teor de MgO superior a 12%. Em contrapartida, sua concentração de óxido de cálcio (CaO) é geralmente menor do que a encontrada em outros tipos de calcário, variando tipicamente entre 25% e 30%. Essa constituição química o diferencia dos calcários calcíticos (ricos em cálcio e pobres em magnésio) e dos magnesianos (intermediários).

No contexto da agricultura brasileira, a composição do calcário dolomítico desempenha um papel estratégico. A grande maioria dos solos tropicais no Brasil é naturalmente ácida e apresenta deficiência de magnésio, um macronutriente essencial para a fotossíntese e o desenvolvimento vegetal. Ao utilizar o calcário dolomítico, o produtor realiza duas operações fundamentais em uma única aplicação: a correção da acidez do solo (elevação do pH e neutralização do alumínio tóxico) e o fornecimento de magnésio a um custo significativamente menor do que o de fertilizantes sintéticos ou solúveis.

Portanto, entender a composição deste insumo não é apenas uma questão química, mas de manejo eficiente da fertilidade. A escolha pelo dolomítico deve ser pautada na necessidade de equilibrar a relação entre cálcio e magnésio no complexo de troca do solo, visando atingir as saturações de bases ideais para culturas de alto rendimento, como soja, milho e café.

Principais Características

  • Alto Teor de Magnésio: A característica definidora é a presença de mais de 12% de óxido de magnésio (MgO) em sua composição, tornando-o a principal fonte deste nutriente na calagem.
  • Teor de Cálcio Moderado: Apresenta concentrações de óxido de cálcio (CaO) entre 25% e 30%, sendo inferior ao calcário calcítico, o que ajuda a não desbalancear a relação Ca:Mg em solos já ricos em cálcio.
  • Poder de Neutralização: Assim como os outros tipos, possui carbonatos capazes de neutralizar os íons de hidrogênio (H+) e alumínio (Al3+), corrigindo a acidez ativa e potencial do solo.
  • Solubilidade Lenta: Por ser derivado de rocha moída, sua liberação de nutrientes e efeito no pH ocorrem de forma gradual, garantindo um efeito residual prolongado no solo.
  • Custo-Benefício Nutricional: Funciona como um fertilizante de magnésio de baixo custo, eliminando ou reduzindo a necessidade de aplicação de fontes solúveis de magnésio em cobertura.

Importante Saber

  • Análise de Solo é Obrigatória: A decisão de usar calcário dolomítico não deve ser aleatória; ela depende estritamente da análise de solo. Se o solo já tiver altos teores de magnésio, o uso contínuo deste tipo pode causar desequilíbrio nutricional (inversão da relação Ca:Mg).
  • Relação Ca:Mg Ideal: O objetivo agronômico é manter uma relação entre cálcio e magnésio no solo próxima de 3:1 a 4:1. O calcário dolomítico é a ferramenta ideal para ajustar solos onde essa relação está muito ampla (muito cálcio e pouco magnésio).
  • Eficiência na Correção de Acidez: Para fins exclusivos de correção de pH (acidez), o calcário dolomítico é tão eficiente quanto o calcítico ou magnesiano. A escolha entre eles é puramente nutricional e econômica.
  • Planejamento de Custos: Embora o calcário dolomítico possa ter um preço por tonelada ligeiramente superior ao calcítico em algumas regiões, ele gera economia global na lavoura ao suprir a demanda de magnésio sem custos extras com adubação específica.
  • Aplicação Antecipada: Devido à sua reação lenta, a aplicação deve ser feita com antecedência ao plantio (geralmente 3 meses), incorporando-o ao solo para garantir que o magnésio esteja disponível e a acidez corrigida no momento da semeadura.
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