Gergelim: Como Fazer o Plantio, Colheita e Manejo [Guia Completo]
Gergelim é uma cultura rentável e resistente à seca. Aprenda como plantar, fazer o manejo de pragas e a colheita neste guia completo.
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A colheita de gergelim é a etapa final e decisiva do ciclo produtivo da cultura (Sesamum indicum), ocorrendo geralmente entre 90 e 130 dias após o plantio, dependendo da cultivar e das condições edafoclimáticas. No contexto do agronegócio brasileiro, especialmente em regiões como o Mato Grosso, onde a cultura tem se expandido como opção de segunda safra, esta fase exige planejamento técnico rigoroso. O processo consiste na retirada das cápsulas contendo as sementes, podendo ser realizado de forma manual, semimecanizada ou totalmente mecanizada, sendo esta última a mais comum em grandes extensões de terra.
O principal desafio agronômico durante a colheita reside na característica fisiológica de deiscência de muitas variedades cultivadas no Brasil. A deiscência é a abertura espontânea das cápsulas quando atingem a maturação fisiológica, o que pode ocasionar a queda das sementes no solo antes mesmo da passagem da máquina. Como a planta apresenta maturação desuniforme (de baixo para cima no caule), o produtor enfrenta o dilema de aguardar a maturação das cápsulas superiores enquanto corre o risco de perder as sementes das cápsulas inferiores, que se abrem primeiro.
Para mitigar perdas quantitativas e qualitativas, o manejo da colheita envolve monitoramento constante da lavoura para identificar o ponto ideal de corte. Em sistemas de alta tecnologia, é comum o uso de dessecantes para uniformizar a maturação e antecipar a entrada das colheitadeiras, reduzindo a exposição da cultura a intempéries e ao ataque de pragas finais. A eficiência desta operação determina diretamente a rentabilidade, visto que o gergelim possui sementes pequenas e leves, suscetíveis a perdas significativas se o maquinário não estiver devidamente regulado.
Ciclo produtivo: A colheita ocorre ao final de um ciclo que varia de 90 a 130 dias, demandando observação fenológica constante.
Deiscência das cápsulas: A maioria das cultivares comerciais tende a abrir as cápsulas (frutos) espontaneamente ao secar, exigindo precisão no momento da colheita para evitar o “derriço” natural.
Maturação desuniforme: A planta amadurece da base para o topo; frequentemente, a parte inferior já apresenta cápsulas secas e abertas enquanto o topo ainda possui estruturas verdes.
Características da semente: As sementes são pequenas, achatadas e leves (peso de mil sementes entre 2g e 4g), o que influencia a aerodinâmica dentro da colheitadeira.
Sensibilidade à umidade: A colheita deve ser realizada com teor de umidade adequado (geralmente abaixo de 10% a 12% nas sementes) para garantir a conservação pós-colheita e evitar a deterioração do óleo.
Ponto de colheita visual: O momento ideal geralmente é indicado quando a maior parte das folhas fica amarelada e começa a cair (senescência), e as cápsulas basais mudam de cor, indicando maturação fisiológica.
Regulagem de maquinário: Devido à leveza da semente, é crucial ajustar a rotação do cilindro, a abertura do côncavo e, principalmente, a velocidade do vento na limpeza para evitar que os grãos sejam jogados fora junto com a palhada.
Vedação da colheitadeira: É recomendada a vedação de orifícios e frestas na plataforma e no corpo da máquina (“kit gergelim”), pois o tamanho reduzido do grão permite vazamentos que, somados, geram grandes prejuízos.
Uso de dessecantes: A aplicação de defensivos para dessecação pré-colheita é uma prática técnica recomendada para uniformizar a lavoura, estancar o ciclo e facilitar a colheita mecanizada direta.
Armazenamento imediato: Por ser uma oleaginosa com cerca de 50% de teor de óleo, o gergelim pode sofrer aquecimento e rancificação se armazenado com umidade elevada ou impurezas, exigindo limpeza e secagem rápidas após a colheita.
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