Colheitadeira: como funciona, tipos e como escolher a ideal
Colheitadeira: entenda como funciona, quais são as funções, quanto custa, capacidade, detalhes sobre regulagem e mais!
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Ler o Guia Principal sobre Colheitadeira →A colheitadeira, também conhecida tecnicamente como colhedora ou ceifeira, é uma máquina agrícola de alta complexidade projetada para realizar, de forma simultânea e contínua, as operações de corte (ou arranquio), alimentação, trilha, separação e limpeza de diversas culturas. No contexto do agronegócio brasileiro, este equipamento representa o pilar central da mecanização na etapa final do ciclo produtivo, sendo indispensável para a viabilidade econômica de commodities como soja, milho, trigo, arroz, além de culturas como cana-de-açúcar e algodão.
A evolução dessas máquinas transformou a dinâmica das lavouras no Brasil. O que antes dependia de intenso trabalho manual ou tração animal, hoje é executado por equipamentos que integram mecânica robusta e eletrônica avançada. A função primordial da colheitadeira é otimizar a “janela de colheita”, permitindo que o produtor retire a safra do campo no momento fisiológico ideal, com a máxima eficiência e o mínimo de perdas, garantindo a qualidade do produto final que será armazenado ou processado.
Sistemas Integrados de Processamento: A máquina opera um fluxo contínuo que envolve a plataforma de corte, o canal alimentador, o sistema de trilha (que debulha o grão), o sistema de separação (que isola a palha) e o sistema de limpeza (que remove impurezas finas via peneiras e ventilação).
Versatilidade de Plataformas: A unidade motriz permite o acoplamento de diferentes tipos de plataformas (cabeças), adaptando-se para colher culturas rasteiras (como soja), espigas (como milho) ou panículas (como arroz e trigo).
Tecnologia de Agricultura de Precisão: Modelos atuais são equipados com GPS, piloto automático, sensores de umidade em tempo real e monitores de produtividade, gerando mapas de colheita essenciais para o planejamento das próximas safras.
Sistemas de Trilha (Axial ou Tangencial): Podem operar com cilindros transversais (convencionais) ou rotores longitudinais (axiais); o sistema axial é predominante em máquinas modernas por oferecer maior capacidade de processamento e menor dano mecânico aos grãos.
Capacidade de Armazenamento e Descarga: Possuem tanques graneleiros (tolvas) de grande volume e tubos de descarga de alta vazão para agilizar o transbordo para carretas ou caminhões sem interromper a operação.
Regulagem é Crítica: A calibração incorreta da velocidade do molinete, abertura do côncavo e rotação do ventilador é a principal causa de perdas na colheita. A regulagem deve ser ajustada conforme as condições da lavoura mudam ao longo do dia.
Monitoramento de Perdas: É indispensável que o operador ou o gestor realize a conferência física das perdas no solo (tanto na plataforma quanto na traseira da máquina) regularmente para ajustar os parâmetros da colheitadeira.
Velocidade de Operação: A velocidade de deslocamento deve ser compatível com a massa vegetal e a capacidade de trilha da máquina. Acelerar além do limite do sistema industrial resulta em aumento exponencial de perdas e grãos sujos.
Ponto de Colheita e Umidade: A operação deve respeitar o teor de umidade ideal dos grãos. Colher muito úmido pode causar “embuchamento” da máquina e danos por amassamento; colher muito seco aumenta a quebra dos grãos e as perdas na plataforma.
Manutenção Preventiva: Devido à complexidade de correias, correntes, rolamentos e sistemas hidráulicos, a revisão diária e a limpeza dos filtros de ar e radiadores são obrigatórias para evitar incêndios e paradas não planejadas.
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