Trapoeraba: Guia Completo de Identificação e Manejo na Lavoura
Trapoeraba: Saiba qual é a época certa para controle, quais herbicidas utilizar e as principais dicas para evitar prejuízos na lavoura.
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A Commelina benghalensis, popularmente conhecida no Brasil como trapoeraba, é uma das plantas daninhas mais agressivas e de difícil controle presentes na agricultura nacional. Trata-se de uma espécie monocotiledônea que infesta uma ampla variedade de sistemas produtivos, desde culturas anuais de grande importância econômica, como soja e milho, até cultivos perenes, como café e citros, além de hortaliças. Sua presença é frequentemente associada a solos férteis, úmidos e sombreados, o que a torna uma competidora direta pelos melhores recursos disponíveis na lavoura.
No contexto do agronegócio brasileiro, a Commelina benghalensis representa um desafio agronômico significativo devido à sua biologia complexa e alta capacidade de sobrevivência. Diferente de muitas outras invasoras, ela possui mecanismos de reprodução versáteis que garantem sua perpetuação no banco de sementes do solo e sua rápida disseminação na área. O manejo inadequado desta planta não apenas resulta em perdas diretas de produtividade pela competição por água, luz e nutrientes, mas também interfere na eficiência operacional da colheita e na qualidade sanitária da lavoura.
Morfologia foliar distinta: Apresenta folhas geralmente mais largas e ovais em comparação a outras espécies do gênero Commelina (como a C. diffusa), o que facilita sua identificação visual no campo.
Estrutura floral: Suas flores possuem três pétalas, sendo duas maiores e vistosas (geralmente de coloração azul ou lilás) e uma terceira pétala significativamente menor e mais pálida.
Reprodução tripla: Possui uma capacidade reprodutiva excepcional, multiplicando-se por sementes aéreas, sementes subterrâneas (rizomas) e também por propagação vegetativa (pedaços de ramos que enraízam).
Potencial de sementes: Uma única planta tem o potencial de produzir até 1.600 sementes, garantindo uma rápida reinfestação da área se não controlada antes do florescimento.
Hábito de crescimento: Desenvolve-se de forma prostrada e ramificada, com caules suculentos que possuem grande facilidade de enraizamento nos nós quando em contato com o solo úmido.
Ineficácia do controle mecânico: O uso de capina ou grades pode agravar o problema, pois o fracionamento dos ramos da trapoeraba estimula o enraizamento dos pedaços, espalhando a infestação pela lavoura ao invés de contê-la.
Hospedeira de pragas e doenças: A Commelina benghalensis atua como ponte verde para problemas fitossanitários, servindo de hospedeira para o percevejo-marrom e para nematoides das galhas, dificultando o manejo integrado dessas pragas.
Prejuízos na colheita: A alta massa verde e a suculência da planta causam o “embuchamento” de colhedoras, dificultando a operação mecânica e aumentando a umidade dos grãos colhidos, o que eleva os custos de secagem e armazenagem.
Impacto na produtividade: A competição exercida pela trapoeraba é severa; infestações densas podem reduzir a produtividade da soja em quase 50%, devido à sua habilidade competitiva similar à da cultura comercial.
Tolerância a herbicidas: Embora não haja registros confirmados de resistência genética a herbicidas no Brasil para esta espécie, ela apresenta tolerância natural a diversos produtos, exigindo monitoramento constante e rotação de mecanismos de ação para um controle químico eficiente.
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