Biotecnologia no Algodão: Tecnologia Bt contra Spodoptera e Helicoverpa
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O controle de Helicoverpa refere-se ao conjunto de estratégias táticas e operacionais dentro do Manejo Integrado de Pragas (MIP) voltadas para a supressão de lagartas do gênero Helicoverpa, especificamente as espécies H. zea (lagarta-da-espiga) e H. armigera no Brasil. Trata-se de um desafio fitossanitário complexo, uma vez que essas pragas são polífagas e atacam culturas de alto valor econômico, como soja, milho e algodão. O manejo busca evitar danos diretos às estruturas reprodutivas das plantas (flores, vagens, espigas e maçãs), onde essas lagartas preferem se alimentar e abrigar, dificultando o alcance de pulverizações.
No contexto agrícola brasileiro, o controle eficaz exige uma abordagem sistêmica que vai além da aplicação isolada de inseticidas. Envolve a identificação correta da espécie — diferenciando a H. zea, mais comum no milho, da H. armigera, frequente em soja e algodão — e o uso combinado de ferramentas. Entre as principais táticas estão a utilização de biotecnologia (plantas Bt que expressam proteínas inseticidas), o controle biológico, o tratamento de sementes e a rotação de princípios ativos químicos para retardar a evolução da resistência, um problema crescente associado a este gênero de insetos.
Hábito alimentar destrutivo: As lagartas atacam preferencialmente as partes reprodutivas das plantas (espigas de milho, botões florais e maçãs do algodão), causando perdas diretas na produção e na qualidade da fibra ou grão.
Ciclo de vida rápido: O ciclo completo dura entre 40 e 45 dias, permitindo a ocorrência de múltiplas gerações (mais de cinco por ano) durante a safra, o que exige monitoramento constante.
Semelhança morfológica: A distinção visual a olho nu entre H. zea e H. armigera é extremamente difícil em qualquer fase da vida, muitas vezes exigindo análise laboratorial ou uso de lupa para identificação precisa.
Resistência a defensivos: Ambas as espécies apresentam histórico de resistência a diversos grupos químicos e proteínas Bt, demandando rotação rigorosa de modos de ação.
Proteção via Biotecnologia: O uso de sementes com tecnologia Bt (como no algodão e milho) oferece proteção contínua, expressando proteínas tóxicas às lagartas, embora não dispense o monitoramento.
Diferenciação de Spodoptera: É crucial não confundir Helicoverpa com a lagarta-do-cartucho (Spodoptera frugiperda). A Helicoverpa geralmente possui a cabeça de cor marrom clara, enquanto a Spodoptera apresenta a cabeça escura/preta com uma sutura em forma de “Y” invertido.
Janelas de Aplicação: Para o controle químico, recomenda-se organizar as aplicações em janelas de aproximadamente 30 dias (duração de uma geração), evitando expor gerações sucessivas ao mesmo modo de ação para mitigar a resistência.
Monitoramento de Abrigos: Como a lagarta tende a ficar protegida dentro da espiga ou da maçã do algodão, o controle químico é mais eficiente nos primeiros instares larvais, antes que a praga penetre nas estruturas da planta.
Manejo de Resistência (MRI): O plantio de áreas de refúgio (plantas não-Bt) é obrigatório e fundamental para garantir a durabilidade das tecnologias biotecnológicas, permitindo o acasalamento de insetos suscetíveis com os resistentes.
Integração de Métodos: O uso exclusivo de controle químico pode ser ineficiente e caro. A integração com produtos biológicos e a preservação de inimigos naturais são estratégias recomendadas para manter o equilíbrio do sistema produtivo.
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