Spodoptera frugiperda: Controle da Lagarta-do-Cartucho no Milho
Controle de spodoptera frugiperda no milho: como fazer o manejo da lagarta-do-cartucho e ser bem sucedido na sua lavoura.
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O controle de pragas no milho refere-se ao conjunto de estratégias e práticas agronômicas adotadas para proteger a lavoura de insetos que causam danos econômicos à cultura. No contexto brasileiro, devido ao clima tropical e ao sistema de cultivo intensivo (muitas vezes com “pontes verdes” entre safra e safrinha), a pressão de pragas é constante e elevada. O objetivo principal não é a erradicação total dos insetos, mas a manutenção de suas populações abaixo do nível de dano econômico, garantindo a produtividade e a rentabilidade do produtor rural.
A abordagem mais recomendada e eficiente é o Manejo Integrado de Pragas (MIP). O MIP foge da dependência exclusiva do controle químico, integrando táticas de controle cultural, biológico e comportamental. Isso envolve desde a escolha de sementes de alta qualidade e tratamento de sementes até o uso de inimigos naturais e a rotação de princípios ativos de inseticidas. Essa estratégia é fundamental para a sustentabilidade do agronegócio, pois visa prolongar a vida útil das tecnologias de controle e reduzir os custos de produção a longo prazo.
Um manejo ineficiente pode resultar em perdas severas. No caso da lagarta-do-cartucho (Spodoptera frugiperda), principal praga da cultura no Brasil, o ataque descontrolado pode comprometer até 60% da produtividade. Portanto, o controle de pragas no milho é uma etapa crítica que exige planejamento antes mesmo do plantio e vigilância constante até a colheita, exigindo do agrônomo e do produtor uma tomada de decisão baseada em dados reais do campo.
Adoção do Manejo Integrado (MIP): A característica central é a combinação inteligente de diferentes métodos (químico, biológico e cultural) para evitar desequilíbrios ecológicos e reduzir custos.
Monitoramento Constante: A decisão de controle depende obrigatoriamente de vistorias frequentes na lavoura para identificar a espécie da praga, o estágio de desenvolvimento e o nível de infestação.
Janelas de Suscetibilidade: Existem períodos críticos onde a cultura é mais vulnerável, especificamente do início da emergência até 30 dias (V6) e do pré-florescimento até o início da formação de grãos (R2).
Rotação de Mecanismos de Ação: Para evitar a seleção de insetos resistentes, é fundamental alternar os modos de ação dos inseticidas químicos utilizados nas aplicações.
Uso de Controle Biológico: Crescente utilização de inimigos naturais, como a vespinha Trichogramma ou o Baculovirus, para combater lagartas de forma específica e segura para o aplicador.
Ameaça da Spodoptera frugiperda: Esta é a praga-chave do milho no Brasil. Ela pode atacar desde a plântula, cortando o colmo, até a espiga, causando danos diretos aos grãos e facilitando a entrada de doenças.
Monitoramento na Prática: Recomenda-se amostrar pelo menos 5 pontos diferentes por talhão. A assertividade no monitoramento define se a aplicação é necessária, evitando gastos desnecessários ou perdas por atraso no controle.
Manejo de Resistência: O uso repetitivo do mesmo inseticida ou da mesma tecnologia Bt sem refúgio acelerou a resistência da lagarta-do-cartucho. A rotação de produtos é obrigatória para manter a eficácia das ferramentas disponíveis.
Tratamento de Sementes: O controle cultural começa antes do plantio. Um bom tratamento de sementes é vital para proteger a lavoura nos estágios iniciais (VE a V6), onde a planta tem menor capacidade de recuperação.
Controle Biológico como Aliado: O uso de parasitoides e microrganismos não apenas controla a praga, mas ajuda a preservar os inimigos naturais já presentes na área, fortalecendo o sistema de defesa da lavoura.
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