Bicudo-do-Algodoeiro: Identificação e Controle da Principal Praga
Bicudo-do-algodoeiro: Saiba como prevenir surtos, identificar os danos e fazer o manejo correto dessa praga. Confira agora!
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O controle do bicudo refere-se ao conjunto de estratégias de Manejo Integrado de Pragas (MIP) focadas em combater o Anthonomus grandis, considerado o principal desafio fitossanitário da cotonicultura brasileira. Desde sua introdução no país na década de 1980, este coleóptero da família Curculionidae exige monitoramento constante e ações precisas, pois possui um potencial destrutivo capaz de comprometer entre 70% e 100% da produção de algodão se não for manejado adequadamente. O sucesso no controle depende diretamente da capacidade do produtor em identificar a praga antes que ela se estabeleça em níveis populacionais elevados.
Na prática agronômica, o controle eficaz baseia-se no conhecimento profundo do ciclo biológico do inseto e na proteção das estruturas reprodutivas da planta. Como o bicudo ataca preferencialmente botões florais, flores e maçãs, o manejo visa impedir que o inseto realize a oviposição (postura de ovos) nessas estruturas. Dada a rapidez do ciclo de vida da praga em condições tropicais, as janelas de atuação são curtas, exigindo que o monitoramento seja rigoroso, especialmente nas bordaduras dos talhões, por onde a infestação geralmente se inicia.
Alto potencial destrutivo: É a praga com maior impacto econômico no algodão, capaz de destruir totalmente a lavoura devido à queda e inviabilização das estruturas reprodutivas.
Ciclo biológico rápido: Em condições de calor e umidade, o ciclo completo (ovo a adulto) ocorre em cerca de 20 dias, permitindo até 6 gerações em uma única safra.
Hábito endofítico das larvas: As larvas se desenvolvem protegidas dentro dos botões florais e maçãs, o que as torna praticamente inatingíveis por pulverizações, exigindo foco no controle dos adultos.
Danos específicos: Causa dois tipos principais de perfurações nos botões: orifícios de alimentação e orifícios de oviposição, que resultam na queda prematura das estruturas.
Padrão de infestação: A colonização da lavoura tende a começar pelas bordas (bordaduras) e migrar para o centro, facilitando o monitoramento inicial focado no perímetro.
A diferenciação dos furos nos botões florais é essencial para o manejo: orifícios cobertos com cera indicam oviposição (reprodução ativa), enquanto furos múltiplos e sem cera indicam alimentação.
O sintoma conhecido como “flor em balão” ocorre quando as pétalas perfuradas não conseguem se abrir, ficando com aspecto inflado, sinalizando ataque nas fases de floração.
O primeiro sinal visível de ataque costuma ser a abertura das brácteas seguida pelo amarelecimento e queda dos botões florais no solo.
O monitoramento não deve ser negligenciado, pois a capacidade reprodutiva da fêmea é alta e o crescimento populacional é exponencial se não houver intervenção imediata.
Embora o adulto não seja um voador eficiente a longas distâncias de uma só vez, sua dispersão é constante, exigindo atenção contínua desde o início do desenvolvimento da cultura.
A destruição interna dos capulhos (maçãs) resulta em fibras de baixa qualidade e sementes inviáveis, afetando diretamente o valor comercial do produto final.
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