Regulador de Crescimento no Algodão: Guia Completo para Máxima Produtividade
Regulador de crescimento no algodão: vantagens do uso, época mais adequada de aplicação, dosagem e parcelamento ideal para a lavoura
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O crescimento vegetativo refere-se à fase do desenvolvimento fisiológico das plantas dedicada à formação e expansão de estruturas estruturais e fotossintéticas, como raízes, caules, ramos e folhas. É durante este período que a cultura estabelece a sua “fábrica” de energia, acumulando biomassa necessária para sustentar a futura produção de flores, frutos e grãos. No contexto do agronegócio brasileiro, onde as condições de luz, temperatura e umidade são frequentemente abundantes, o crescimento vegetativo tende a ser vigoroso, exigindo um manejo atento para que a planta expresse seu potencial produtivo sem desperdício de energia.
Embora seja vital para a saúde da planta, o crescimento vegetativo deve estar em equilíbrio com o crescimento reprodutivo. Em culturas de ciclo indeterminado, como o algodoeiro, essas duas fases ocorrem simultaneamente. Se o desenvolvimento vegetativo for excessivo — impulsionado por fatores como altas doses de nitrogênio ou temperaturas elevadas —, a planta pode priorizar a emissão de folhas e o alongamento do caule em detrimento da frutificação. O desafio agronômico reside em gerenciar esse vigor para garantir que a arquitetura da planta favoreça a interceptação de luz e a aeração, sem comprometer a formação das estruturas de interesse econômico.
Acúmulo de Biomassa: Caracteriza-se pela rápida divisão e alongamento celular, resultando no aumento da altura da planta, área foliar e profundidade do sistema radicular.
Regulação Hormonal: É fortemente influenciado por hormônios vegetais, especialmente o ácido giberélico, responsável pelo alongamento dos entrenós, além de auxinas e citocininas.
Resposta ao Nitrogênio: O excesso de adubação nitrogenada é um dos principais impulsionadores do crescimento vegetativo exagerado, podendo levar a plantas “viciadas” em crescer verticalmente.
Competição por Fotoassimilados: Em fases avançadas, o crescimento vegetativo compete diretamente com as estruturas reprodutivas (maçãs, vagens ou espigas) pela energia produzida na fotossíntese.
Influência Climática: Temperaturas elevadas (acima de 30-32ºC) e alta disponibilidade hídrica aceleram o metabolismo e o alongamento das hastes, intensificando o porte da planta.
Necessidade de Monitoramento: É crucial medir constantemente a taxa de crescimento da lavoura, avaliando a relação entre a altura da planta e o número de nós, para intervir no momento certo.
Uso de Reguladores: Para controlar o vigor excessivo, utilizam-se reguladores de crescimento que inibem a síntese de giberelina, reduzindo o comprimento dos entrenós e tornando a planta mais compacta.
Impacto no Microclima: Um crescimento vegetativo descontrolado fecha o dossel da lavoura, reduzindo a circulação de ar e a entrada de luz, o que cria um ambiente favorável para o desenvolvimento de doenças fúngicas e apodrecimento de estruturas reprodutivas.
Eficiência da Colheita: Plantas com crescimento vegetativo excessivo e porte muito alto dificultam a mecanização, podendo causar perdas na colheita e reduzir a qualidade final do produto (como a fibra do algodão) devido à contaminação com massa verde.
Janela de Aplicação: A intervenção para controle do crescimento deve ser preventiva; tentar corrigir uma planta que já “estirou” demais é menos eficiente e pode não reverter os prejuízos na produtividade.
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