Café Arara: O Guia Completo Sobre a Variedade Resistente e Produtiva
Café Arara: conheça as características agronômicas, as particularidades e todas as vantagens de sua utilização
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Ler o Guia Principal sobre Ferrugem do Cafeeiro →A ferrugem do cafeeiro, causada pelo fungo Hemileia vastatrix, é amplamente considerada a doença de maior importância econômica e fitossanitária para a cafeicultura no Brasil e no mundo. Trata-se de um parasita obrigatório, o que significa que o patógeno necessita do tecido vegetal vivo da planta para sobreviver e se reproduzir. A doença manifesta-se predominantemente na forma de “ferrugem alaranjada”, atacando as folhas e comprometendo severamente a capacidade fotossintética do cafezal, o que impacta diretamente a produtividade e a longevidade da lavoura.
No contexto agronômico brasileiro, a doença encontra condições favoráveis em praticamente todas as regiões produtoras, exigindo vigilância constante. O ciclo da doença está intimamente ligado às condições ambientais, prosperando em cenários de alta umidade e temperaturas amenas. Se não manejada corretamente, a ferrugem provoca uma intensa desfolha precoce, que não apenas reduz a colheita do ano corrente, mas também debilita a planta para as safras futuras, podendo levar à seca dos ramos e, em casos extremos, inviabilizar economicamente a atividade no talhão afetado.
Sintomatologia Visual: Apresenta manchas cloróticas (claras) na face superior da folha, que evoluem para necrose, enquanto na face inferior formam-se massas de esporos com aspecto de pó amarelo-alaranjado.
Padrão de Infecção: A doença inicia-se tipicamente nas folhas da parte baixa da planta, conhecida como “saia” do cafeeiro, progredindo verticalmente para o topo conforme a infecção avança.
Condições Climáticas Favoráveis: O desenvolvimento do fungo é otimizado em temperaturas entre 20 °C e 24 °C, alta umidade relativa do ar e presença de filme de água na superfície foliar, comum em ambientes sombreados ou chuvosos.
Disseminação: A propagação dos esporos ocorre principalmente pela ação do vento e por respingos de chuva, mas também pode ser vetorizada por insetos, pessoas e ferramentas agrícolas contaminadas.
Impacto Fisiológico: Causa a redução da área foliar ativa, diminuindo a fotossíntese e prejudicando o pegamento da florada e a fixação dos frutos na fase de “chumbinho”.
Monitoramento Técnico: É essencial realizar amostragens periódicas, coletando folhas do terço médio das plantas em cada talhão para determinar a incidência real da doença antes da tomada de decisão.
Nível de Dano Econômico: O controle químico, seja preventivo ou curativo, é geralmente indicado quando a infecção atinge o patamar de 5% das folhas amostradas, visando evitar perdas produtivas significativas.
Uso de Variedades Resistentes: A adoção de cultivares com resistência genética, como o café Arara (cruzamento de Obatã e Catuaí Amarelo), é uma estratégia eficiente para reduzir a dependência de agroquímicos e custos operacionais.
Manejo Cultural: Práticas como o aumento do espaçamento entre plantas, podas de limpeza e controle de plantas daninhas ajudam a aumentar a insolação e a aeração, criando um microclima desfavorável ao fungo.
Efeito na Bienalidade: O controle ineficiente da ferrugem gera reflexos negativos nas safras subsequentes, pois a planta desfolhada não consegue acumular reservas suficientes para a produção do ano seguinte.
Higiene Operacional: A limpeza de ferramentas e equipamentos utilizados na poda e nos tratos culturais é fundamental para evitar a transmissão mecânica dos esporos de plantas doentes para plantas sadias.
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