Fertilizantes Organominerais: O que são e quando valem a pena na sua lavoura?
Fertilizante organomineral: entenda os benefícios e como eles podem aumentar a produtividade. Confira agora!
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Ler o Guia Principal sobre Fertilizantes Organominerais →Os fertilizantes organominerais são insumos agrícolas produzidos a partir da combinação física ou química entre fertilizantes minerais convencionais e fontes de matéria orgânica, como estercos animais (aves, suínos), turfa ou resíduos de origem vegetal. O objetivo principal dessa tecnologia é unir as vantagens de ambas as fontes: a elevada concentração e rápida disponibilidade de nutrientes dos adubos minerais com os benefícios condicionadores de solo proporcionados pela matéria orgânica.
No contexto do agronegócio brasileiro, caracterizado por solos tropicais muitas vezes intemperizados e com baixos níveis de matéria orgânica, o uso de organominerais ganha relevância estratégica. Eles atuam não apenas na nutrição direta das plantas, fornecendo macro e micronutrientes, mas também na melhoria da fertilidade do solo a longo prazo. Ao incorporar carbono orgânico, esses produtos ajudam a reter umidade, estruturar o solo e reduzir a dependência excessiva de insumos puramente minerais, que são majoritariamente importados.
Composição Híbrida: Associam fontes orgânicas a minerais, resultando em um produto com concentração de nutrientes superior à dos adubos orgânicos puros e com maior aporte de carbono que os minerais.
Liberação Controlada: Apresentam, em geral, uma solubilização gradativa, liberando nutrientes de forma mais lenta e sincronizada com a absorção das plantas, o que reduz perdas por lixiviação e volatilização.
Aumento da CTC: A presença da matéria orgânica eleva a Capacidade de Troca de Cátions (CTC) do produto e do solo localmente, melhorando a retenção de elementos essenciais como potássio, cálcio e magnésio.
Estímulo Biológico: Favorecem a atividade da microbiota do solo (bactérias e fungos benéficos), criando um ambiente radicular mais saudável e biologicamente ativo.
Formas de Apresentação: Podem ser encontrados como “mistura de grânulos” (onde é possível distinguir visualmente o pellet orgânico do grânulo mineral) ou como “organomineral fundido” (onde a mistura é homogênea em um único grânulo).
Regulamentação do MAPA: Para ser comercializado como organomineral, o produto deve seguir a Instrução Normativa n.º 61, que exige mínimos de carbono orgânico (8% para sólidos), CTC (80 mmolc/kg) e garantias de macronutrientes.
Uniformidade de Aplicação: Ao contrário do uso de esterco in natura, os organominerais industriais oferecem maior padronização, facilitando a regulagem de plantadeiras e distribuidores de adubo.
Sustentabilidade e Custo: Representam uma alternativa para o aproveitamento de passivos ambientais (resíduos da pecuária) e podem amortecer os custos de produção em cenários de alta do dólar, reduzindo a necessidade de importação de minerais.
Eficiência Nutricional: A complexação dos nutrientes pela matéria orgânica protege elementos como o Fósforo (P) da fixação no solo, aumentando sua disponibilidade para as culturas em comparação a fontes minerais solúveis aplicadas isoladamente.
Variabilidade da Fonte: É fundamental conhecer a origem da matéria orgânica utilizada na fabricação, pois a qualidade e a concentração final de nutrientes podem variar dependendo se a base é cama de frango, dejetos suínos ou turfa.
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