Dormência de Sementes: O que É e Como Superar na Lavoura
Dormência em Sementes: O que é, quando ocorre, tipos, causas e as interferências na agricultura. Confira agora!
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A fisiologia de sementes é uma área fundamental da agronomia que estuda o funcionamento vital, os processos metabólicos e os mecanismos de desenvolvimento das sementes, desde a sua formação na planta-mãe até a germinação e o estabelecimento da plântula. No contexto do agronegócio brasileiro, compreender a fisiologia é essencial para garantir a qualidade dos lotes, uma vez que sementes com alta qualidade fisiológica resultam em lavouras mais vigorosas, uniformes e produtivas. Este campo abrange o estudo da maturação, dormência, germinação, vigor e deterioração.
Um dos aspectos mais críticos dentro da fisiologia de sementes é o fenômeno da dormência. Trata-se de um mecanismo de sobrevivência e proteção evolutiva onde a semente, mesmo viável e sob condições ambientais favoráveis (água, luz e temperatura), não germina. Entender se uma semente está morta ou apenas dormente é crucial para o produtor, pois impacta diretamente o planejamento de semeadura, a densidade de plantas e o manejo cultural. A fisiologia explica como fatores internos (hormonais e genéticos) e externos (ambientais) interagem para “ligar” ou “desligar” o processo germinativo.
Na prática, o conhecimento sobre a fisiologia permite ao agricultor e ao técnico adotarem estratégias para superar bloqueios naturais, como a escarificação ou tratamentos químicos, especialmente em forrageiras, frutíferas e algumas grandes culturas. Além disso, ajuda a compreender o comportamento de plantas daninhas, que utilizam mecanismos fisiológicos de dormência para persistir no solo por longos períodos, dificultando o controle e competindo com a cultura comercial.
Mecanismos de Dormência: Capacidade da semente de bloquear a germinação temporariamente, dividida em primária (adquirida na maturação) e secundária (induzida por estresse ambiental após a dispersão).
Fatores de Germinação: Dependência de condições específicas de água, temperatura, oxigênio e luz para ativar o metabolismo do embrião e iniciar o crescimento.
Causas Endógenas e Exógenas: A fisiologia é regida tanto por fatores internos (equilíbrio hormonal, imaturidade do embrião) quanto externos (impermeabilidade do tegumento, restrições mecânicas).
Longevidade e Conservação: Sementes com mecanismos de dormência tendem a apresentar maior longevidade no solo, formando bancos de sementes persistentes.
Vigor da Semente: Característica fisiológica que determina o potencial de emergência rápida e uniforme sob uma ampla gama de condições ambientais.
Impacto na Uniformidade do Estande: A presença de dormência não superada pode causar germinação desuniforme, resultando em plantas em diferentes estágios fenológicos, o que dificulta os tratos culturais e a colheita.
Diferenciação de Sementes: É vital distinguir sementes dormentes de sementes mortas ou deterioradas através de testes de laboratório (como o teste de tetrazólio) para avaliar corretamente o valor cultural do lote.
Persistência de Plantas Daninhas: Muitas invasoras utilizam a dormência secundária para sobreviver a secas ou frio, germinando apenas quando as condições são ideais, muitas vezes coincidindo com a cultura principal.
Necessidade de Tratamentos Pré-plantio: Em culturas como forrageiras (ex: Brachiaria), a quebra de dormência é um passo obrigatório para garantir a taxa de germinação esperada.
Influência Ambiental na Maturação: Condições adversas durante a fase de enchimento de grãos na planta-mãe podem induzir dormência ou reduzir o vigor fisiológico antes mesmo da colheita.
Armazenamento: O conhecimento fisiológico é essencial para manter a viabilidade das sementes em armazéns, controlando temperatura e umidade para evitar a quebra indesejada da dormência ou a morte do embrião.
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