Guia Completo para o Controle de Percevejos na Lavoura
O **controle de percevejos** é um dos maiores desafios para o produtor brasileiro, especialmente entre setembro a dezembro, quando as lavouras entram em fases d
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No contexto agronômico, a busca por “fotos de picada de Maria Fedida” refere-se à identificação visual dos danos causados pelos percevejos da família Pentatomidae, popularmente conhecidos como Maria Fedida, percevejo-verde ou percevejo-marrom. Embora o termo “picada” seja coloquialmente associado a ataques em humanos ou animais, na agricultura ele descreve o ato de alimentação do inseto, que insere seu estilete (aparelho bucal sugador) nos tecidos vegetais, principalmente em vagens e grãos, para extrair seiva e nutrientes.
A identificação visual dessas lesões é uma ferramenta diagnóstica fundamental para o produtor rural e para o agrônomo. As “fotos” ou referências visuais servem para distinguir o dano do percevejo de outras injúrias, como doenças fúngicas ou deficiências nutricionais. Quando o percevejo se alimenta, ele não apenas perfura o tecido, mas também injeta enzimas digestivas que causam necrose celular, resultando em manchas escuras, deformações nos grãos e alterações fisiológicas na planta.
No Brasil, onde a soja e o milho são culturas predominantes, reconhecer o aspecto visual dessa “picada” nas fases reprodutivas da lavoura é crucial. O dano direto resulta em grãos “chochos”, menores e com menor peso, enquanto o dano indireto pode provocar a retenção foliar (soja louca), dificultando a colheita mecânica. Portanto, o termo engloba o reconhecimento sintomatológico do ataque dessa praga no campo.
Lesão Necrótica: A “picada” deixa uma marca característica no grão ou na vagem, geralmente um ponto escuro circundado por uma área de tecido morto ou manchado, resultante da ação das enzimas salivares do inseto.
Deformação de Grãos: Em estágios de enchimento de grãos, a sucção provoca o murchamento e enrugamento da semente, característica visualmente identificável como grão “chocho”.
Porta de Entrada para Patógenos: A perfuração rompe a barreira física da planta, permitindo a entrada de fungos e bactérias que causam podridões secundárias, alterando a cor e a qualidade visual do produto final.
Retenção Foliar: Em ataques severos, a planta não senesce naturalmente; as folhas permanecem verdes e as hastes úmidas mesmo quando as vagens já estão secas, um sintoma visual macroscópico na lavoura.
Identificação do Inseto: A “Maria Fedida” (geralmente Nezara viridula ou Euschistus heros) possui corpo em formato de escudo, antenas com cinco segmentos e libera odor desagradável quando perturbada, sendo facilmente visível durante o monitoramento.
Monitoramento Ativo: Não espere ver a “picada” ou o dano no grão para agir; quando o sintoma visual aparece, o prejuízo produtivo já ocorreu. O monitoramento deve focar na contagem de insetos por metro ou pano de batida.
Diferenciação de Doenças: É comum confundir as manchas causadas pela picada do percevejo com doenças como a mancha-púrpura ou antracnose; a análise correta da lesão (presença de orifício central) é vital para o manejo adequado.
Impacto na Semente: Para produtores de sementes, a identificação visual de danos de percevejo é crítica, pois a picada afeta diretamente o vigor e a germinação, inviabilizando o lote mesmo que a aparência externa seja razoável.
Período Crítico: A atenção aos sinais visuais deve ser redobrada entre o florescimento e o enchimento de grãos (R3 a R6 na soja), fase em que a cultura é mais suscetível e os danos são irreversíveis.
Transmissão de Doenças: Além do dano físico, a picada da Maria Fedida pode transmitir doenças como a levedura Nematospora coryli, que causa manchas nos grãos e perda severa de qualidade, exigindo controle rigoroso.
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