Pragas Quarentenárias no Brasil: O que são e como proteger sua lavoura
Pragas quarentenárias: importância, tipos, estações quarentenárias, como impedir sua entrada e pragas não quarentenárias regulamentadas.
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Ler o Guia Principal sobre Helicoverpa Armigera →A Helicoverpa armigera é uma espécie de mariposa da ordem Lepidoptera, cujas lagartas representam uma das ameaças fitossanitárias mais severas e complexas para a agricultura brasileira. Identificada oficialmente no país em 2013, esta praga exótica — originária do Velho Mundo (África, Ásia e Europa) — deixou de ser classificada apenas como quarentenária para se tornar um problema generalizado nas principais regiões produtoras, causando prejuízos bilionários, como os registrados nas safras de algodão e soja logo após sua introdução.
Sua principal característica é o hábito polífago, ou seja, a capacidade de se alimentar e completar seu ciclo de vida em uma vasta gama de plantas hospedeiras. Isso inclui culturas de alto valor econômico como soja, algodão, milho, feijão, tomate e trigo, além de diversas plantas daninhas e de cobertura. Essa adaptabilidade permite que a praga encontre alimento durante todo o ano agrícola, aproveitando-se das “pontes verdes” nos sistemas de sucessão de culturas.
O impacto econômico da Helicoverpa armigera é direto e agressivo. Diferente de pragas que causam apenas desfolha, as lagartas desta espécie têm preferência por atacar as estruturas reprodutivas das plantas, como botões florais, maçãs do algodoeiro, vagens da soja e espigas de milho. Se não manejada corretamente através de estratégias integradas, a praga pode comprometer significativamente a produtividade da lavoura em um curto espaço de tempo.
Alto grau de polifagia: Alimenta-se de mais de 100 espécies de plantas, adaptando-se facilmente a diferentes sistemas de cultivo e sobrevivendo em plantas hospedeiras alternativas na entressafra.
Ciclo biológico completo: O desenvolvimento passa pelas fases de ovo, lagarta (fase de dano, com 6 ínstares), pupa (que ocorre no solo) e adulto (mariposa), permitindo múltiplas gerações por safra.
Dificuldade de identificação visual: As lagartas apresentam grande variação de cor (verde, amarela, marrom ou preta) e listras laterais, sendo morfologicamente muito semelhantes à Helicoverpa zea, o que muitas vezes exige análise laboratorial para diferenciação precisa.
Potencial reprodutivo: As fêmeas possuem alta fecundidade, podendo depositar centenas de ovos isolados ou em pequenos grupos, preferencialmente nas partes mais tenras das plantas ou em estruturas reprodutivas.
Resistência genética: A espécie possui um histórico global de rápida evolução de resistência a diversos grupos químicos de inseticidas e a algumas proteínas inseticidas expressas em plantas geneticamente modificadas (Bt).
Monitoramento rigoroso é mandatório: O uso de armadilhas de feromônio para capturar adultos e o pano de batida para contagem de lagartas são essenciais para detectar o início da infestação e determinar o nível de controle.
Rotação de mecanismos de ação: Para evitar a seleção de populações resistentes, é crítico rotacionar os princípios ativos dos inseticidas químicos utilizados e não depender exclusivamente de uma única ferramenta de controle.
Integração com Controle Biológico: O uso de inimigos naturais, como vespas Trichogramma (que atacam os ovos) e bioinseticidas à base de Baculovírus ou Bacillus thuringiensis (Bt), é altamente eficaz e preserva a fauna benéfica.
Manejo de entressafra: Como a fase de pupa ocorre no solo (diapausa facultativa), práticas de manejo do solo e a destruição de restos culturais e plantas daninhas (tigueras) ajudam a reduzir a população inicial da praga para a próxima safra.
Identificação precoce: O controle é muito mais eficiente quando as lagartas estão nos primeiros ínstares (pequenas); lagartas grandes são mais tolerantes aos inseticidas e causam danos irreversíveis.
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