O que é Herbicida Paraquate Alternativas

O tema “Herbicida Paraquate Alternativas” refere-se ao conjunto de estratégias agronômicas e moléculas químicas adotadas pelos produtores rurais brasileiros para substituir o uso do dicloreto de paraquate. O paraquate foi, por décadas, uma ferramenta fundamental na agricultura nacional, especialmente utilizado como dessecante em pré-colheita para culturas como a soja e no manejo de plantas daninhas em pós-emergência. No entanto, devido à reavaliação toxicológica conduzida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que culminou na RDC nº 177/2017, o produto teve sua comercialização e uso proibidos no Brasil a partir de setembro de 2020, devido aos riscos associados à saúde humana, como a doença de Parkinson e mutações genéticas.

A busca por alternativas tornou-se uma prioridade técnica no campo, uma vez que o paraquate possuía características únicas: ação de contato, alta velocidade de dessecação (sintomas visíveis em 30 minutos) e baixa translocação, o que evitava resíduos nos grãos. As alternativas envolvem a utilização de outros herbicidas de contato ou sistêmicos, muitas vezes em combinações ou sequenciais, para atingir objetivos semelhantes de uniformização da lavoura para a colheita e controle de infestantes.

Neste novo cenário, o produtor e o agrônomo devem avaliar não apenas a eficácia de controle das novas opções, mas também o comportamento fisiológico dessas moléculas na planta. Diferente do paraquate, muitas alternativas exigem um planejamento temporal mais rigoroso, pois podem demorar mais dias para entregar a dessecação completa ou possuir intervalos de segurança (período de carência) distintos, impactando diretamente a logística de colheita e o manejo de entressafra.

Principais Características

  • Mecanismos de Ação Distintos: As alternativas geralmente pertencem a grupos químicos diferentes, como inibidores da PPO (Protoporfirinogênio oxidase), inibidores da Glutamina Sintetase ou inibidores do Fotossistema I (diferentes do paraquate), exigindo rotação para evitar resistência.

  • Velocidade de Dessecação: A maioria das alternativas disponíveis no mercado possui uma ação ligeiramente mais lenta comparada ao “efeito de choque” imediato do paraquate, o que demanda antecipação na aplicação.

  • Espectro de Controle: Enquanto o paraquate era não seletivo e controlava folhas largas e gramíneas, algumas alternativas podem ser mais específicas para um grupo, exigindo misturas em tanque para um controle amplo.

  • Sistemicidade Variável: Algumas opções substitutas possuem maior capacidade de translocação na planta do que o paraquate, o que é positivo para controle de daninhas perenes, mas exige cuidado redobrado com resíduos na cultura principal.

  • Perfil Toxicológico: As alternativas aprovadas possuem perfis toxicológicos considerados mais seguros pela legislação vigente em comparação ao paraquate, embora ainda exijam uso rigoroso de EPIs.

Importante Saber

  • Ajuste na Tecnologia de Aplicação: A substituição do produto exige recalibrar equipamentos. O tamanho de gota, o volume de calda e as condições climáticas ideais (temperatura e umidade) variam conforme a nova molécula escolhida para garantir a cobertura foliar adequada.

  • Planejamento da Colheita: Como as alternativas podem levar mais dias para secar a massa verde (“hastes verdes” na soja, por exemplo), a aplicação deve ser planejada com maior antecedência para não atrasar a entrada das colheitadeiras.

  • Intervalo de Segurança (Carência): É crítico verificar o período de carência das novas opções. O uso de produtos com longo residual próximo à colheita pode gerar resíduos acima do Limite Máximo de Resíduos (LMR) permitido, inviabilizando a comercialização do grão.

  • Manejo Integrado de Plantas Daninhas (MIPD): Sem a “bala de prata” que o paraquate representava para situações críticas, o manejo preventivo, a rotação de culturas e o uso de pré-emergentes tornam-se ainda mais vitais para evitar que as daninhas atinjam estágios de difícil controle.

  • Risco de Fitotoxicidade: Ao utilizar alternativas sistêmicas como dessecantes, deve-se atentar para o estádio fenológico exato da cultura (maturidade fisiológica) para evitar perdas de produtividade ou qualidade da semente.

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