Inseticidas Ecdisteroides: Guia para Controle Inteligente de Pragas
Inseticidas ecdisteroides: entenda como contribuem para redução das pragas sem gerar efeitos colaterais como outros químicos!
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Temos um artigo detalhado e exclusivo sobre este assunto.
Ler o Guia Principal sobre Inseticidas Ecdisteroides →Os inseticidas ecdisteroides representam uma classe moderna e específica de defensivos agrícolas, classificados dentro do grupo dos Reguladores de Crescimento de Insetos (IRCs). Diferentemente dos inseticidas convencionais, que geralmente atacam o sistema nervoso ou a respiração celular, os ecdisteroides atuam diretamente na fisiologia do desenvolvimento da praga. Eles funcionam como “agonistas”, mimetizando o hormônio natural da muda, conhecido como 20-hidroxiecdisona. Ao se ligarem aos receptores das células do inseto, esses produtos enviam um sinal falso de que é hora de trocar de exoesqueleto (fazer a ecdise).
No contexto do agronegócio brasileiro, essa tecnologia é fundamental para o Manejo Integrado de Pragas (MIP). Como o inseto é induzido a iniciar o processo de muda prematuramente — antes de estar fisiologicamente pronto e sem ter acumulado energia suficiente —, o resultado é uma muda letal. A praga não consegue se livrar da cutícula antiga ou formar a nova corretamente, levando à morte por inanição e dessecação. São ferramentas essenciais para o controle de lagartas (Lepidoptera) em culturas como soja, milho e algodão, oferecendo uma alternativa eficaz para rotacionar mecanismos de ação e combater a resistência.
Mimetismo Hormonal: A principal característica é a capacidade de imitar o hormônio da ecdise, desencadeando um processo de muda irreversível e fatal na fase larval do inseto.
Ação por Ingestão: A eficácia do produto depende majoritariamente da ingestão de tecidos vegetais tratados pela praga, exigindo que o inseto se alimente da planta para ser contaminado.
Alta Seletividade: São produtos conhecidos por sua segurança aos organismos não-alvo, preservando inimigos naturais (como predadores e parasitoides) e polinizadores, o que os torna ideais para programas de MIP.
Ausência de Efeito de Choque: Não causam a morte imediata (knockdown). O inseto para de se alimentar pouco tempo após a ingestão, mas a morte ocorre dias depois, durante a tentativa de muda.
Grupo Químico: Pertencem quimicamente ao grupo das diacilhidrazinas e são classificados no Grupo 18 pelo Comitê de Ação à Resistência a Inseticidas (IRAC).
Momento da Aplicação: A eficiência é maximizada quando aplicados nos estágios iniciais das lagartas (primeiros instares). Lagartas grandes e próximas da pupação são menos suscetíveis e mais difíceis de controlar.
Qualidade da Pulverização: Como a ação é por ingestão, a tecnologia de aplicação é crítica. É necessário garantir uma cobertura uniforme em toda a área foliar para assegurar que a praga consuma a dose letal.
Manejo de Expectativa: O produtor deve estar ciente de que as lagartas não cairão mortas imediatamente após a aplicação. O monitoramento deve focar na redução dos danos foliares (parada da alimentação) e não apenas na contagem de insetos mortos no solo nas primeiras horas.
Rotação de Produtos: O uso contínuo e exclusivo de ecdisteroides pode selecionar populações resistentes. É vital alternar com inseticidas de outros modos de ação (como neurotóxicos ou inibidores de quitina) dentro da safra.
Interação com o Clima: Por serem produtos que exigem ingestão e metabolismo ativo da praga, condições climáticas que reduzem a atividade alimentar dos insetos (como frio extremo) podem retardar o efeito do produto.
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