Intacta 2 Xtend: O Guia Completo da Nova Biotecnologia para Soja
Intacta 2 Xtend: conheça essa tecnologia, saiba o que ela traz de novidades e quando estará disponível no Brasil. Confira!
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Temos um artigo detalhado e exclusivo sobre este assunto.
Ler o Guia Principal sobre Intacta 2 Xtend →A Intacta 2 Xtend representa a terceira geração de biotecnologia desenvolvida especificamente para a cultura da soja, consolidando-se como uma evolução direta das tecnologias anteriores (RR e Intacta RR2 PRO). Lançada comercialmente no Brasil na safra 2021/22, essa plataforma foi projetada para atender às demandas complexas do agronegócio brasileiro, oferecendo soluções integradas para dois dos principais gargalos da produtividade: o controle de plantas daninhas resistentes e a pressão de lagartas. A tecnologia possui aprovação da CTNBio desde 2018 e conta com certificação de importação pela China, principal mercado consumidor da soja brasileira.
O diferencial técnico desta biotecnologia reside na sua dupla abordagem de defesa. Além de manter a resistência ao glifosato, ela introduz a tolerância ao herbicida dicamba, proporcionando um novo mecanismo de ação para o manejo de ervas de folhas largas. Simultaneamente, a plataforma amplia o espectro de proteção contra insetos, incorporando proteínas que conferem resistência a espécies adicionais de lagartas que não eram cobertas pela geração anterior, oferecendo uma barreira mais robusta contra danos foliares e nas vagens.
Mais do que apenas uma semente geneticamente modificada, a Intacta 2 Xtend é apresentada como um sistema que une genética de alta performance, biotecnologia avançada e métodos de aplicação de defensivos. O objetivo é permitir que o produtor alcance novos patamares de produtividade através de um manejo mais flexível e eficiente, especialmente em cenários onde a resistência de pragas e plantas daninhas já compromete a rentabilidade das lavouras convencionais ou com tecnologias anteriores.
Tolerância ao Dicamba: A grande inovação em termos de herbicidas é a tolerância ao dicamba, permitindo a aplicação deste defensivo em pré-plantio e na pós-emergência da soja para o controle eficiente de plantas daninhas de folhas largas.
Proteção Ampliada contra Lagartas: Expansão do espectro de controle para incluir defesa específica contra a Helicoverpa armigera e a Spodoptera cosmioides (lagarta-da-vagem), duas pragas de difícil manejo e alto potencial destrutivo.
Defesa contra Seis Espécies: No total, a tecnologia oferece proteção contra seis lagartas importantes: Helicoverpa armigera, Spodoptera cosmioides, Chrysodeixis includens (falsa-medideira), Anticarsia gemmatalis (lagarta-da-soja), Chloridea virescens (lagarta-da-maçã) e Crocidosema aporema (broca-das-axilas).
Manutenção da Tecnologia RR: Continuidade da tolerância ao glifosato, preservando a ferramenta de manejo já amplamente utilizada pelos produtores para o controle de gramíneas e outras invasoras.
Genética de Alta Performance: A biotecnologia está inserida em germoplasmas modernos, selecionados para oferecer alto teto produtivo e adaptabilidade às diversas regiões sojícolas do Brasil.
Manejo de Plantas Daninhas Resistentes: A tecnologia é especialmente indicada para áreas com alta infestação de plantas daninhas de difícil controle e resistentes ao glifosato, como a buva (Conyza spp.), caruru (Amaranthus spp.), corda-de-viola (Ipomoea spp.) e picão-preto (Bidens pilosa).
Tecnologia de Aplicação: O uso do dicamba exige rigor técnico na aplicação. É crucial utilizar pontas de pulverização adequadas (geralmente de indução de ar para gotas grossas ou ultra grossas) e respeitar as condições climáticas para evitar a deriva, que pode causar fitotoxicidade severa em culturas vizinhas sensíveis não tolerantes à molécula.
Refúgio Estruturado: A adoção de áreas de refúgio (plantio de soja não Bt) continua sendo obrigatória e indispensável para preservar a eficácia da tecnologia, retardando a seleção de lagartas resistentes às proteínas inseticidas presentes na planta.
Monitoramento Integrado: Mesmo com a proteção ampliada, o monitoramento constante da lavoura é necessário. A tecnologia não substitui o Manejo Integrado de Pragas (MIP), devendo o produtor estar atento aos níveis de dano econômico para intervir quando necessário.
Planejamento da Safra: Por se tratar de um sistema que envolve novos herbicidas e práticas de manejo, o produtor deve planejar a aquisição de insumos e a capacitação da equipe operacional para extrair o máximo potencial da ferramenta sem riscos agronômicos.
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