Lagarta-Rosca: Guia Completo para Identificar e Controlar esta Praga Silenciosa
Lagarta-rosca: como combater essa praga que tem sido problema no período inicial de diversas culturas. Confira agora mesmo!
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Ler o Guia Principal sobre Lagarta Rosca →A Lagarta-rosca é a denominação comum dada a um complexo de lagartas da ordem Lepidoptera, com destaque principal para a espécie Agrotis ipsilon no cenário agrícola brasileiro. Trata-se de uma praga polífaga, ou seja, capaz de atacar e se alimentar de uma vasta gama de culturas de interesse econômico, incluindo soja, milho, algodão e feijão. O nome popular deriva do comportamento defensivo característico da larva, que se enrola sobre si mesma, formando uma “rosca”, quando se sente ameaçada ou está em repouso.
O impacto econômico desta praga é severo porque ela ataca predominantemente nas fases iniciais de desenvolvimento da lavoura, desde a germinação da semente até os primeiros estádios vegetativos (emergência e plântula). Diferente de pragas desfolhadoras que reduzem a área fotossintética, a lagarta-rosca atua cortando o caule da planta rente ao solo. Esse tipo de dano é frequentemente irreversível, resultando na morte da planta e na consequente redução do estande da lavoura. Falhas significativas nas linhas de plantio podem obrigar o produtor a realizar o replantio, elevando drasticamente os custos operacionais e logísticos da safra.
Hábito Noturno e Subterrâneo: As lagartas possuem fotofobia, permanecendo abrigadas sob o solo (a poucos centímetros de profundidade) ou sob a palhada durante o dia, emergindo apenas à noite para se alimentar.
Morfologia da Larva: Apresentam coloração robusta que varia do marrom ao cinza-escuro, com linhas longitudinais mais claras ao longo do corpo e textura da pele com aspecto gorduroso e áspero, podendo atingir até 50 mm.
Ciclo de Vida: O ciclo completo dura entre 34 e 64 dias, dependendo da temperatura e umidade, sendo que a fase larval — responsável pelos danos — estende-se por 20 a 40 dias.
Fase Adulta (Mariposa): O adulto é uma mariposa com envergadura de 35 mm a 50 mm, apresentando asas anteriores de coloração terrosa/cinza e asas posteriores mais claras, sendo responsável pela dispersão e postura dos ovos.
Comportamento de Corte: As lagartas mais desenvolvidas têm a capacidade de seccionar a base do caule de plantas jovens, agindo como uma “lagarta-cortadeira” (cutworm).
Janela de Vulnerabilidade: O monitoramento deve ser rigoroso nas fases iniciais (V0 a V3 no feijão, por exemplo), pois o ataque às sementes e plântulas causa danos diretos ao estande, muitas vezes sem chance de recuperação da planta.
Influência do Sistema de Plantio: Solos com alta umidade e grande cobertura de matéria orgânica ou palhada (comuns no plantio direto) criam um microclima favorável para o abrigo e sobrevivência da praga.
Voracidade e Dano: Uma única lagarta desenvolvida é capaz de cortar várias plantas em uma única noite; portanto, mesmo uma baixa densidade populacional pode causar prejuízos econômicos visíveis rapidamente.
Sintomas de Identificação: Além do tombamento da planta cortada rente ao solo, pode-se observar o sintoma de “coração morto” (secamento do ponto de crescimento) ou galerias abertas na base do colmo em plantas um pouco maiores.
Manejo Preventivo: Devido ao hábito da praga de se esconder no solo, o controle curativo é desafiador; estratégias como tratamento de sementes e dessecação antecipada (eliminando plantas daninhas hospedeiras) são fundamentais.
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