Pragas da Soja: Guia Completo das 12 Principais Ameaças e Como Combatê-las
Pragas da soja: saiba mais sobre as 12 principais pragas (lagartas, percevejos, ácaros e outros) e se prepare melhor para combatê-las
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Ler o Guia Principal sobre Lagartas na Soja →O termo “Lagartas na Soja” refere-se ao complexo de insetos-praga da ordem Lepidoptera que, em sua fase larval, atacam a cultura da soja, representando um dos maiores desafios fitossanitários para o agronegócio brasileiro. Este grupo engloba diversas espécies com comportamentos distintos, incluindo desfolhadoras, como a lagarta-da-soja (Anticarsia gemmatalis) e a falsa-medideira (Chrysodeixis includens), e pragas que atacam estruturas reprodutivas ou hastes, como a lagarta-do-cartucho (Spodoptera frugiperda) e a lagarta-elasmo (Elasmopalpus lignosellus).
No contexto agrícola do Brasil, o clima tropical quente e úmido, aliado ao sistema de sucessão de culturas (como soja-milho), favorece a sobrevivência e a multiplicação desses insetos durante todo o ano. As lagartas podem causar danos severos desde a emergência das plântulas até a fase de enchimento de grãos. O prejuízo ocorre principalmente pela redução da área foliar, que compromete a capacidade fotossintética da planta, ou pelo dano direto às vagens e grãos, impactando diretamente o rendimento final da lavoura.
O manejo dessas pragas exige conhecimento técnico aprofundado, pois muitas espécies desenvolveram resistência a certos defensivos químicos e até mesmo a algumas tecnologias de plantas geneticamente modificadas (Bt). Portanto, o controle de lagartas na soja não se resume apenas à aplicação de inseticidas, mas envolve uma estratégia ampla baseada no Manejo Integrado de Pragas (MIP), que prioriza a identificação correta da espécie e o monitoramento constante da densidade populacional na lavoura.
Alto Potencial de Desfolha: Espécies como a Anticarsia gemmatalis são vorazes e podem consumir grandes quantidades de tecido foliar em pouco tempo, deixando as folhas com aspecto rendilhado e reduzindo drasticamente a capacidade produtiva da planta.
Ciclo de Vida Rápido e Múltiplas Gerações: A maioria dessas lagartas possui ciclos biológicos curtos (cerca de 30 dias), o que permite a ocorrência de até quatro ou mais gerações dentro de uma mesma safra de soja, exigindo vigilância contínua.
Polifagia e Adaptação: Muitas lagartas, como a Spodoptera frugiperda, são polífagas, ou seja, alimentam-se de diversas culturas (soja, milho, algodão), o que facilita sua permanência na área através da “ponte verde” entre safras.
Hábitos Alimentares Distintos: Enquanto algumas se alimentam expostas no terço superior das plantas, outras, como a falsa-medideira, preferem o baixeiro e não consomem as nervuras das folhas, dificultando a deposição de gotas de pulverização.
Danos em Estruturas Reprodutivas: Além das folhas, o complexo de lagartas (especialmente as do gênero Spodoptera e Heliothis) pode atacar diretamente as flores e vagens, causando perdas irreversíveis na produção de grãos.
Monitoramento é Indispensável: A aplicação de defensivos deve ser baseada em amostragem técnica (pano de batida) e não em calendário fixo. É crucial respeitar os Níveis de Dano Econômico (ex: 20 lagartas grandes por metro ou 30% de desfolha na fase vegetativa) para garantir a rentabilidade e sustentabilidade.
Identificação Correta da Espécie: Saber diferenciar as lagartas é vital para a escolha do produto. Inseticidas eficazes para a lagarta-da-soja podem não funcionar adequadamente para a falsa-medideira ou para a lagarta-do-cartucho, que exigem manejos específicos.
Manejo de Resistência: A rotação de princípios ativos (modos de ação diferentes) é obrigatória para evitar a seleção de populações resistentes. O uso contínuo da mesma molécula química ou tecnologia Bt pode levar à falha de controle.
Atenção ao Estádio da Cultura: A soja possui diferentes capacidades de recuperação dependendo da fase. O monitoramento deve ser intensificado nas fases reprodutivas (R1 a R6), onde a tolerância à desfolha é menor e o ataque direto às vagens é mais crítico.
Integração de Métodos de Controle: O controle químico deve ser a última ferramenta, utilizada quando os níveis de controle são atingidos. Deve-se priorizar o controle biológico (uso de inimigos naturais como Trichogramma ou Baculovirus) e práticas culturais que desfavoreçam a praga.
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