Não é quem produz mais que ganha mais: o que separa o produtor rentável (e o alerta para a 26/27)
O Top 10% colhe quase o mesmo, mas lucra 89% mais. A diferença está no custo, não no campo. E a 26/27 vai cobrar gestão.
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Lucratividade no agronegócio é a proporção do ganho financeiro real que sobra para o produtor após o pagamento de todos os custos operacionais, expressa em percentual sobre a receita bruta. Diferente da produtividade, que mede exclusivamente o volume físico colhido por hectare, a lucratividade é o resultado do equilíbrio de um tripé fundamental: o preço de venda da commodity, o custo de produção e a produtividade alcançada na lavoura.
No contexto brasileiro recente, este conceito ganhou ainda mais relevância devido à alta volatilidade do mercado agrícola. Safras recentes mostraram uma verdadeira montanha-russa financeira, onde margens que já chegaram a quase 50% caíram drasticamente para a casa dos 11% a 15%. Isso ocorreu porque os custos operacionais, impulsionados por insumos e crédito mais caros, subiram de forma desproporcional em relação aos preços de venda dos grãos, espremendo a margem do produtor rural.
Na prática, a lucratividade é o indicador definitivo da sustentabilidade do negócio a longo prazo. Ela determina se a fazenda tem capacidade de se capitalizar para a próxima safra ou se entrará no vermelho. Os dados do campo mostram que as propriedades mais rentáveis do Brasil não são necessariamente as maiores ou as que quebram recordes de colheita, mas sim aquelas que possuem uma gestão rigorosa, focada em otimizar o custo por hectare e reduzir o ponto de equilíbrio da operação.
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O Top 10% colhe quase o mesmo, mas lucra 89% mais. A diferença está no custo, não no campo. E a 26/27 vai cobrar gestão.
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