O que é Manejo De Pragas Em Pastagens

O manejo de pragas em pastagens refere-se ao conjunto de estratégias e práticas agronômicas adotadas para monitorar, identificar e controlar organismos que causam danos econômicos às forrageiras e culturas de inverno. No contexto do agronegócio brasileiro, especialmente nas regiões de clima mais ameno ou durante a estação fria, essa prática é fundamental para a manutenção da produtividade da pecuária e da agricultura, uma vez que pragas podem comprometer desde a área foliar disponível para o gado até a produção de grãos em sistemas integrados.

Diferente do que ocorre em culturas anuais de verão, o manejo em pastagens de inverno exige atenção a pragas específicas que prosperam em temperaturas mais baixas, entre 8 °C e 15 °C. Um exemplo crítico é o ácaro azul das pastagens (Penthaleus major), um aracnídeo que ataca gramíneas como aveia, trigo, azevém e cevada. O manejo eficiente não se resume apenas à aplicação de defensivos, mas envolve o conhecimento profundo da biologia da praga, o monitoramento constante das condições climáticas e a inspeção rigorosa do campo para evitar a degradação da pastagem e a perda de estande de plantas.

Principais Características

  • Sazonalidade e Clima: Muitas pragas de pastagens, como o ácaro azul, possuem atividade intensificada no outono e inverno, preferindo temperaturas amenas e evitando a incidência direta de luz solar forte e ventos.

  • Natureza dos Agentes Causadores: O manejo não lida apenas com insetos, mas também com outros artrópodes, como os aracnídeos. O ácaro azul, por exemplo, possui quatro pares de pernas e não é classificado como inseto, exigindo identificação taxonômica correta para controle adequado.

  • Sintomatologia Visual: O ataque costuma manifestar-se através da mudança na coloração das plantas. A sucção da seiva celular provoca o prateamento, amarelamento ou aspecto acinzentado das folhas, podendo evoluir para necrose dos tecidos.

  • Comportamento de Refúgio: Algumas pragas possuem mecanismos de defesa contra condições adversas. Em períodos de calor excessivo ou seca, o ácaro azul pode se enterrar no solo a profundidades de até 40 cm, dificultando o controle superficial.

  • Preferência por Solos: As características edafoclimáticas influenciam a infestação. Solos arenosos, por exemplo, tendem a ser mais favoráveis ao desenvolvimento de certas pragas de pastagens de inverno.

Importante Saber

  • Monitoramento Estratégico: A vistoria da lavoura deve ser realizada nos horários de menor insolação, preferencialmente no início da manhã ou final da tarde, momentos em que pragas fotofóbicas estão ativas na superfície das folhas.

  • Diferenciação de Danos: É crucial não confundir os sintomas de ataque de pragas (como o prateamento das folhas) com deficiências nutricionais ou doenças fúngicas. O diagnóstico incorreto leva ao uso desnecessário de insumos e falha na proteção da lavoura.

  • Inspeção do Solo: Além de observar a parte aérea, o produtor deve arrancar amostras de plantas e verificar a superfície do solo próxima ao sistema radicular, onde muitas pragas se abrigam durante o dia.

  • Impacto na Produtividade: Subestimar pragas em pastagens pode resultar em prejuízos severos. Em infestações altas, há relatos de redução de até 50% na produtividade de gramíneas de inverno, além de deixar as plantas mais suscetíveis a doenças secundárias.

  • Abrangência de Culturas: O manejo deve ser integrado, pois pragas de pastagens frequentemente atacam cereais de inverno importantes economicamente, como trigo, triticale e centeio, exigindo vigilância em todo o sistema produtivo.

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