5 Tecnologias Essenciais que Estão Revolucionando o Agronegócio Brasileiro
Tecnologia no agronegócio: confira as novidades e tendências para utilizar na sua propriedade rural e garantir mais produtividade.
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O Mapa de Produtividade é uma representação visual e georreferenciada que ilustra a variação do rendimento da colheita dentro de um mesmo talhão ou propriedade. No contexto da agricultura brasileira, esta ferramenta é considerada o “exame final” da safra e um dos pilares fundamentais da Agricultura de Precisão (AP). Ele é gerado a partir de dados coletados por sensores instalados nas colhedoras, que mensuram o fluxo de grãos e a umidade em tempo real, cruzando essas informações com as coordenadas geográficas fornecidas por um receptor GPS (Global Positioning System).
Diferente da visão tradicional que considera a lavoura como um ambiente uniforme, o mapa de produtividade revela a heterogeneidade do campo, destacando zonas de alto, médio e baixo desempenho produtivo. Essas variações, muitas vezes invisíveis a olho nu durante o desenvolvimento vegetativo, tornam-se evidentes através de escalas de cores no mapa. Para o produtor rural e o agrônomo, este documento não serve apenas como um registro histórico do que foi colhido, mas sim como uma ferramenta de diagnóstico crucial. Ele aponta exatamente onde a fazenda está lucrando e onde está perdendo dinheiro, servindo de base para investigações sobre as causas limitantes da produção, sejam elas químicas, físicas ou biológicas.
A utilização correta do mapa de produtividade permite transformar a gestão da propriedade. Ao identificar as “manchas” de baixa produtividade, o gestor pode direcionar a amostragem de solo e a investigação de campo para entender os motivos específicos daquela quebra, que podem variar desde compactação do solo e deficiência de nutrientes até ataques localizados de pragas ou doenças. Dessa forma, o planejamento da próxima safra deixa de ser baseado em médias gerais e passa a ser fundamentado em dados localizados, otimizando o uso de recursos e potencializando a rentabilidade por hectare.
Georreferenciamento de Dados: Cada ponto de coleta de grãos é associado a uma coordenada geográfica precisa, permitindo a localização exata das variações produtivas dentro do talhão.
Escala Visual de Cores: Utiliza gradientes de cores (geralmente do vermelho para baixa produtividade ao verde/azul para alta) para facilitar a interpretação rápida das zonas de desempenho.
Origem em Sensores Embarcados: Os dados são gerados automaticamente por sensores de fluxo de massa e umidade presentes na maioria das colhedoras modernas utilizadas no Brasil.
Identificação de Variabilidade Espacial: A principal característica é evidenciar que o solo e a resposta da cultura não são homogêneos, mostrando a desuniformidade da área.
Base para Histórico Temporal: Permite a sobreposição de mapas de diferentes safras (mapas históricos), ajudando a identificar se as zonas de baixa produtividade são recorrentes ou pontuais.
Integração com Softwares de Gestão: Os arquivos gerados são compatíveis com softwares de FMIS (Farm Management Information Systems), permitindo o cruzamento com outros mapas, como os de fertilidade e textura do solo.
Necessidade de Calibração: Para que o mapa seja confiável, é imprescindível calibrar os sensores da colhedora regularmente durante a operação, ajustando parâmetros de umidade e peso da massa colhida.
Limpeza de Dados (Pós-processamento): Os dados brutos saídos da máquina frequentemente contêm erros (como paradas da máquina, manobras de cabeceira ou colheita com a plataforma parcialmente cheia) e precisam ser filtrados em software específico antes da análise.
Correlação não é Causalidade: O mapa mostra onde produziu menos, mas não por que. Uma área de baixa produtividade não significa necessariamente falta de adubo; pode ser excesso de água, compactação ou nematoides. A investigação agronômica in loco é obrigatória.
Base para Taxa Variável: É uma das ferramentas mais importantes para gerar prescrições de aplicação de insumos a taxa variável (sementes e fertilizantes) para a safra seguinte, visando homogeneizar a lavoura.
Análise Econômica: Além do volume produzido, o mapa pode ser convertido em mapas de rentabilidade, cruzando o custo de produção com a receita gerada em cada microzona, revelando áreas que dão prejuízo operacional.
Consistência Temporal: Para tomadas de decisão mais robustas, como investimentos em correção de solo profunda, recomenda-se analisar a estabilidade das zonas produtivas ao longo de pelo menos três a cinco safras, evitando decisões baseadas em eventos climáticos isolados de um único ano.
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