Mosaico Dourado do Feijoeiro: Sintomas, Vetor e Manejo Eficaz
Mosaico dourado do feijoeiro: como identificar os principais sintomas da doença na lavoura, o vetor e as principais medidas de manejo.
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Ler o Guia Principal sobre Mosaico Dourado do Feijoeiro →O Mosaico Dourado do Feijoeiro é considerado a virose de maior impacto econômico para a cultura do feijão no Brasil e em diversas regiões produtoras da América Latina. A doença é causada pelo Bean golden mosaic virus (BGMV), um vírus do gênero Begomovirus que possui genoma bipartido (DNA circular dividido em dois componentes). Sua ocorrência é capaz de comprometer drasticamente o desenvolvimento da lavoura, sendo um fator limitante para a produtividade, especialmente em regiões com alta incidência do vetor transmissor.
Diferente de outras enfermidades que podem ser disseminadas por sementes ou contato mecânico, o Mosaico Dourado depende exclusivamente da mosca-branca (Bemisia tabaci) para sua transmissão. Uma vez que o inseto se alimenta de uma planta infectada e migra para uma planta sadia, ele inocula o vírus, que passa a circular sistemicamente no feijoeiro. O problema se agravou no Brasil a partir da década de 1970 e, hoje, representa um risco constante nas três safras anuais de feijão, exigindo monitoramento rigoroso.
O potencial destrutivo desta virose é extremamente alto. Quando a infecção ocorre nos estágios iniciais de desenvolvimento da planta, as perdas na produção podem chegar a 100%, inviabilizando a colheita. Além da redução quantitativa, a doença afeta a qualidade dos grãos remanescentes, gerando produtos deformados e de baixo valor comercial, o que impacta diretamente a rentabilidade do produtor rural.
Sintomatologia Visual: A característica mais marcante é o aparecimento de um mosaico amarelo intenso ou dourado nas folhas, contrastando com o verde natural da planta.
Deformação Foliar: As folhas infectadas apresentam rugosidade, encarquilhamento (enrolamento) e redução significativa de tamanho.
Alteração Estrutural: Ocorre o nanismo da planta (redução do porte) e a superbrotação, caracterizada pelo crescimento excessivo de brotos laterais e ramos deformados.
Danos nas Vagens: As vagens produzidas por plantas doentes costumam ser deformadas, menores que o padrão da cultivar e com poucos ou nenhum grão.
Vetor Específico: A transmissão é realizada pela mosca-branca (Bemisia tabaci), não havendo contágio por contato entre plantas ou maquinário.
Momento da Infecção: A severidade dos danos é inversamente proporcional à idade da planta; infecções na fase vegetativa jovem são as mais devastadoras para a produtividade.
Não Transmissão por Sementes: O vírus não passa para a semente, portanto, o foco do manejo deve ser o controle do vetor e a eliminação de fontes de inóculo no campo, não apenas o tratamento de sementes.
Pontes Verdes: A sucessão contínua de culturas hospedeiras da mosca-branca (como soja e feijão) e a presença de plantas daninhas ou tigueras favorecem a permanência do vírus na área agrícola.
Identificação Diferencial: É fundamental não confundir o amarelamento do mosaico dourado com deficiências nutricionais ou fitotoxidez; o padrão de mosaico e as deformações são chaves para o diagnóstico correto.
Qualidade do Grão: Além do volume produzido, o produtor deve considerar que a virose deprecia o valor de mercado do produto final devido à má formação dos grãos.
Monitoramento do Vetor: O manejo eficaz depende do monitoramento populacional da mosca-branca desde a emergência das plântulas, visando impedir a inoculação primária do vírus.
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