Nematoides do Milho: Como Identificar e Combater esse Inimigo Silencioso
Inimigos invisíveis: os nematoides do milho causam perdas bilionárias. Veja como identificar os sintomas nas raízes e as melhores estratégias de manejo.
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Ler o Guia Principal sobre Nematoides do Milho →Os nematoides do milho são vermes microscópicos que habitam o solo e parasitam o sistema radicular da cultura, comprometendo severamente a capacidade da planta de absorver água e nutrientes essenciais. No contexto do agronegócio brasileiro, onde o milho é uma das principais commodities, esses organismos representam um “inimigo invisível” e silencioso. Diferentemente de outras culturas, como a soja, onde os sintomas costumam ser mais evidentes através de reboleiras bem definidas, no milho os sinais podem ser difusos, o que muitas vezes atrasa o diagnóstico e permite que a infestação atinja níveis críticos antes de ser notada pelo produtor.
O impacto econômico desses fitoparasitas é alarmante. Estudos setoriais indicam que os prejuízos causados por nematoides no Brasil podem alcançar cifras bilionárias na próxima década, com uma parcela significativa dessas perdas atribuída diretamente à cultura do milho. O ataque ocorre desde as fases iniciais de desenvolvimento da planta, afetando o vigor e o estande da lavoura. Em situações de alta infestação, combinadas com estresses abióticos como a seca, a redução na produtividade pode ser drástica, inviabilizando a rentabilidade da safra se não houver um manejo adequado.
Natureza Microscópica: São organismos invisíveis a olho nu que vivem no solo, atacando as raízes de forma subterrânea, o que dificulta a identificação visual imediata sem análise técnica.
Danos Radiculares Específicos: Dependendo da espécie, causam deformações distintas; o Meloidogyne spp. provoca a formação de galhas (inchaços) nas raízes, enquanto o Pratylenchus spp. causa lesões necróticas internas, destruindo os tecidos de dentro para fora.
Sintomatologia Aérea: Os reflexos na parte aérea da planta incluem desenvolvimento reduzido, folhas amareladas (sinal de deficiência nutricional induzida) e manchas de crescimento desuniforme na lavoura.
Porta de Entrada para Doenças: As lesões causadas pelos nematoides, especialmente os das lesões radiculares, deixam as raízes expostas à infecção secundária por fungos e bactérias presentes no solo.
Sobrevivência em “Pontes Verdes”: Estes organismos conseguem sobreviver e se reproduzir em plantas daninhas e tigueras (milho voluntário) entre as safras, mantendo a população ativa no talhão.
Agravamento por Compactação: Solos compactados ou com baixa fertilidade potencializam os danos, pois dificultam a regeneração e o aprofundamento das raízes já debilitadas pelo ataque dos nematoides.
Disseminação por Maquinário: O trânsito de tratores e implementos agrícolas contendo solo contaminado aderido aos pneus ou discos é a principal forma de levar a praga de uma área infestada para uma área sadia.
Risco da Sucessão de Culturas: O plantio contínuo de culturas hospedeiras, como o sistema milho safrinha após milho verão ou soja, favorece a multiplicação exponencial dos nematoides, exigindo rotação com plantas não hospedeiras.
Diagnóstico Laboratorial: Devido à semelhança dos sintomas com estresse hídrico ou desnutrição, a confirmação da presença e da espécie do nematoide exige coleta de solo e raízes para análise nematológica em laboratório.
Impacto na Produtividade: Em cenários de alta infestação e falta de controle, as perdas produtivas podem chegar a 50%, tornando o monitoramento constante uma prática obrigatória para a segurança da lavoura.
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