Guia Completo para o Controle de Percevejos na Lavoura
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O termo “Percevejo na Soja” refere-se a um complexo de insetos fitófagos da ordem Hemiptera que representam um dos maiores desafios fitossanitários para a cultura da soja no Brasil. Estes insetos possuem um aparelho bucal do tipo picador-sugador (estilete), especializado em perfurar os tecidos vegetais para extrair a seiva. Embora possam atacar hastes e folhas, o dano econômico mais severo ocorre quando se alimentam diretamente das vagens e dos grãos em formação, comprometendo a produtividade e a qualidade fisiológica da semente.
No cenário agrícola brasileiro, não se trata de apenas uma espécie, mas de um grupo denominado “complexo de percevejos”. As espécies de maior ocorrência e impacto econômico pertencem à família Pentatomidae, com destaque para o percevejo-marrom (Euschistus heros), o percevejo-verde (Nezara viridula) e o percevejo-verde-pequeno (Piezodorus guildinii). Além destes, há espécies que atacam o sistema radicular, como o percevejo-castanho (Scaptocoris spp.), especialmente em sistemas de plantio direto, e o percevejo-barriga-verde (Dichelops spp.), que tem ganhado importância no sistema soja-milho.
A presença dessas pragas na lavoura exige atenção constante, pois seus danos vão além da redução de peso dos grãos. A picada do percevejo causa lesões que servem de porta de entrada para patógenos (fungos e bactérias), provoca a retenção foliar (conhecida como “soja louca”), reduz o poder germinativo das sementes e pode inviabilizar lotes inteiros destinados à produção de sementes ou à indústria de óleo e farelo. O controle eficaz depende fundamentalmente do entendimento do ciclo da praga e do monitoramento preciso.
Morfologia e Identificação: Os adultos da família Pentatomidae geralmente medem cerca de 7 mm, possuem corpo em formato de escudo (triangular na parte superior) e antenas com cinco segmentos. A coloração varia conforme a espécie (marrom, verde ou com abdômen esverdeado).
Aparelho Bucal: Possuem um estilete longo e fino que permite perfurar a parede da vagem e atingir o grão em desenvolvimento, injetando enzimas digestivas e sugando o conteúdo liquefeito.
Ciclo de Vida: O desenvolvimento passa pelas fases de ovo, ninfa (jovem) e adulto. As ninfas passam por cinco estágios (ínstares); nos primeiros, tendem a se agregar e não causam danos significativos, mas a partir do terceiro ínstar dispersam-se e começam a se alimentar vorazmente.
Alta Mobilidade e Sobrevivência: São insetos com grande capacidade de dispersão entre talhões e propriedades. Possuem mecanismos de sobrevivência na entressafra, como a diapausa (hibernação) em palhada ou refúgio em plantas hospedeiras alternativas e daninhas.
Comportamento Alimentar: Além de fitófagos (que comem plantas), existem percevejos predadores (benéficos) e zoofitófagos (dieta mista), sendo essencial saber diferenciar as pragas dos inimigos naturais no campo.
Momento Crítico de Controle: O período de maior vulnerabilidade da soja vai do florescimento até o enchimento de grãos (estádios R3 a R7). É nesta fase que o monitoramento deve ser intensificado, pois o ataque direto às vagens causa os maiores prejuízos econômicos.
Monitoramento com Pano de Batida: A inspeção visual apenas nas folhas é ineficiente. O método correto para quantificar a população é o uso do pano de batida, realizado em diversos pontos do talhão para obter uma média representativa e decidir sobre a aplicação de defensivos.
Danos Indiretos e Qualidade: Além de deixar os grãos “chochos” e menores, o ataque de percevejos está associado a distúrbios fisiológicos na planta, como o retardamento da maturação (hastes verdes e retenção foliar), o que dificulta a colheita mecanizada.
Manejo Integrado de Pragas (MIP): O controle químico não deve ser a única estratégia. A rotação de culturas, o controle biológico (uso de parasitoides de ovos), a preservação de inimigos naturais e o manejo de plantas daninhas hospedeiras são fundamentais para evitar a resistência aos inseticidas.
Percevejos de Raiz: Em áreas de plantio direto consolidado, deve-se atentar ao percevejo-castanho (Scaptocoris), que ataca as raízes e causa sintomas de deficiência nutricional e murcha, muitas vezes confundidos com problemas de solo ou seca.
Nível de Dano Econômico: A decisão de controle deve basear-se em níveis pré-estabelecidos (ex: número de percevejos por metro linear), que variam se a lavoura é destinada à produção de grãos comerciais ou sementes, sendo este último mais rigoroso.
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