Colheita de Cana: 5 Estratégias para Reduzir Perdas e Aumentar a Produtividade
Colheita de cana: como reduzir perdas, além de quais são as principais dicas e tecnologias para obter melhores resultados na sua colheita
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As perdas na colheita de cana-de-açúcar referem-se à redução do volume de matéria-prima efetivamente recuperada e enviada para processamento industrial em comparação com a biomassa disponível no campo. No contexto do agronegócio brasileiro, que possui um dos sistemas produtivos mais mecanizados do mundo — atingindo quase a totalidade das áreas na região Centro-Sul —, esse indicador é um dos principais gargalos de eficiência. Estima-se que mais de 10% da produção total possa ser desperdiçada durante a operação mecanizada se não houver um gerenciamento rigoroso.
O conceito abrange não apenas a cana deixada no solo (perdas visíveis), mas também prejuízos qualitativos e estruturais. Isso inclui a perda de caldo por estilhaçamento durante o corte, o excesso de impurezas vegetais e minerais levadas para a usina e, crucialmente, os danos causados à soqueira (raízes e gemas remanescentes). Quando a colheita é mal executada, ocorre o abalo ou arranquio das touceiras e a compactação do solo pelo tráfego de máquinas, o que compromete a longevidade do canavial e reduz a produtividade dos cortes subsequentes.
Natureza das Perdas: Podem ser classificadas em visíveis (toletes inteiros, pontas e pedaços deixados no campo) e invisíveis (perda de caldo, serragem e estilhaçamento da fibra).
Danos à Soqueira: A operação mecanizada inadequada frequentemente causa o corte irregular da base e o abalo das raízes, prejudicando a rebrota para a próxima safra.
Influência da Velocidade: Existe uma correlação direta entre a velocidade de deslocamento da colhedora e o volume de perdas; velocidades excessivas tendem a aumentar o desperdício e os danos.
Impurezas: A regulagem incorreta dos extratores pode resultar tanto na perda de cana (sugada junto com a palha) quanto no excesso de impurezas vegetais na carga enviada à indústria.
Compactação do Solo: O pisoteio das linhas de cultivo pelos pneus ou esteiras das máquinas é uma característica crítica que afeta a aeração do solo e o desenvolvimento radicular.
Planejamento desde o Plantio: A redução de perdas começa na sistematização do terreno e na escolha do espaçamento correto, facilitando o tráfego das máquinas e o corte de base rente ao solo sem arrastar terra.
Manutenção de Facas: A afiação e a substituição regular das facas do corte de base são fundamentais para evitar o estilhaçamento da cana e a laceração da soqueira, o que previne a entrada de patógenos.
Ponto de Maturação: Realizar a colheita no momento de pico de sacarose é essencial; colher muito cedo ou muito tarde resulta em perdas agroindustriais significativas por menor rendimento de açúcar.
Monitoramento Operacional: É recomendável realizar amostragens constantes no campo logo após a passagem da máquina para quantificar as perdas e realizar ajustes imediatos nos mecanismos da colhedora.
Uso de Tecnologia: Ferramentas como piloto automático e GPS são vitais para manter a máquina alinhada nas entrelinhas, minimizando o pisoteio e o esmagamento das brotações.
Logística de Transporte: A eficiência logística é crucial para evitar que a cana cortada fique exposta no campo por longos períodos, o que causaria perda de peso e inversão da sacarose (deterioração da qualidade).
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