Plantas Tiguera: O que são e por que ameaçam sua lavoura?
Planta tiguera: As principais recomendações de manejo para lidar com essas plantas que atrapalham a produção.
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Ler o Guia Principal sobre Planta Tiguera →Plantas tiguera, também conhecidas popularmente no meio rural como plantas guaxas ou voluntárias, são indivíduos de uma cultura agrícola cultivada na safra anterior que germinam e se desenvolvem involuntariamente em meio à nova lavoura estabelecida. Esse fenômeno é uma consequência direta das perdas naturais ou mecânicas que ocorrem durante a colheita, onde grãos, sementes ou espigas permanecem no solo e encontram condições favoráveis para brotar posteriormente, competindo com a cultura de interesse econômico atual.
No contexto do agronegócio brasileiro, a ocorrência de tigueras é intensificada pelos sistemas de produção intensivos, como a sucessão soja-milho safrinha. Embora sejam plantas geneticamente melhoradas, quando nascem fora de época e sem o devido planejamento, elas passam a atuar biologicamente como plantas daninhas de difícil controle. Além de competirem agressivamente por recursos vitais como água, luz e nutrientes, elas representam um desafio técnico complexo devido à biotecnologia, pois muitas vezes carregam genes de resistência a herbicidas idênticos aos da cultura implantada, inutilizando ferramentas de manejo convencionais como o glifosato.
Origem nas perdas de colheita: Surgem a partir de sementes viáveis ou estruturas reprodutivas (como espigas de milho inteiras ou fracionadas) que não foram recolhidas pela colhedora na safra passada.
Resistência biotecnológica: Frequentemente possuem as mesmas tecnologias de tolerância a herbicidas da cultura anterior (ex: soja ou milho RR), o que exige a rotação de princípios ativos para o controle.
Alto vigor competitivo: Por serem cultivares selecionadas para alta produtividade, possuem crescimento rápido e agressivo, muitas vezes superando o desenvolvimento das plantas daninhas nativas.
Germinação desuniforme: Podem emergir em múltiplos fluxos ao longo do ciclo da nova cultura, dificultando o posicionamento único de aplicações de herbicidas.
Função de “Ponte Verde”: Atuam como hospedeiras intermediárias, permitindo que pragas (como percevejos e cigarrinhas) e doenças sobrevivam na área durante a entressafra e infestem a nova lavoura.
Impacto severo na produtividade: A competição exercida por essas plantas é intensa; estudos indicam que altas densidades de milho tiguera podem reduzir a produtividade da soja em até 70%.
Necessidade de manejo específico: O controle químico de tigueras, especialmente gramíneas em dicotiledôneas (milho na soja), geralmente exige o uso de graminicidas inibidores da ACCase, já que o glifosato pode ser ineficaz.
Controle preventivo: A estratégia mais eficiente de manejo começa na colheita anterior, com a correta regulagem das máquinas para minimizar as perdas de grãos e espigas no campo.
Momento ideal de controle: O manejo deve ser realizado preferencialmente nos estádios iniciais de desenvolvimento da tiguera (até V2-V3 para milho), pois plantas mais velhas ou touceiras são muito mais tolerantes aos herbicidas.
Planejamento de tecnologias: O agricultor deve planejar a rotação de tecnologias transgênicas e mecanismos de ação de herbicidas para evitar a seleção de plantas voluntárias de difícil controle e o desenvolvimento de resistência múltipla.
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