Guia Completo: Como Fazer o Manejo de Plantas Daninhas no Trigo
Plantas daninhas do trigo: Como planejar o manejo, quais as principais infestantes e como controlá-las. Confira agora mesmo!
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Ler o Guia Principal sobre Plantas Daninhas do Trigo →As plantas daninhas do trigo representam um conjunto de espécies invasoras que competem diretamente com a cultura por recursos vitais como água, luz, nutrientes e espaço físico, constituindo um dos principais desafios fitossanitários para a triticultura brasileira. No contexto do sistema de produção nacional, onde o trigo é frequentemente cultivado em sucessão à soja ou ocupando a janela de inverno, a presença dessas invasoras não afeta apenas a produtividade imediata do cereal, mas pode comprometer a eficiência operacional e o manejo da safra de verão subsequente.
A complexidade do controle dessas plantas reside, em grande parte, na similaridade botânica. Como o trigo é uma gramínea, o combate a outras gramíneas invasoras — como o azevém (Lolium multiflorum) e o capim-amargoso (Digitaria insularis) — torna-se tecnicamente desafiador devido à seletividade limitada dos herbicidas disponíveis para uso em pós-emergência. Além disso, a ocorrência crescente de biótipos resistentes a múltiplos mecanismos de ação exige do produtor um planejamento estratégico rigoroso, focado no manejo antecipado na entressafra e na integração de métodos de controle cultural e químico.
Período Crítico de Interferência: A cultura do trigo é altamente sensível à competição nos estágios iniciais, sendo o intervalo entre 12 e 24 dias após a emergência o momento onde a presença de daninhas causa maiores danos irreversíveis à produtividade.
Similaridade Botânica: A predominância de invasoras da mesma família do trigo (gramíneas/Poaceae) restringe o número de herbicidas seletivos eficazes para aplicação em pós-emergência.
Resistência a Herbicidas: Existe uma alta incidência de biótipos resistentes no Brasil, especialmente em azevém, que apresentam resistência a moléculas como glifosato, inibidores da ACCase e ALS.
Estruturas de Resistência: Espécies como o capim-amargoso desenvolvem rizomas (reservas subterrâneas) e touceiras, o que dificulta a translocação de herbicidas e favorece a rebrota rápida.
Impacto Econômico Severo: Estudos indicam que populações relativamente baixas de invasoras (ex: 24 plantas de azevém/m²) podem reduzir o rendimento de grãos em mais de 60%.
Semeadura no Limpo: O manejo deve priorizar o controle total das daninhas na entressafra (após a colheita da soja e antes do plantio do trigo), garantindo que a cultura emerja sem competição inicial.
Controle de Azevém: Para plantas desenvolvidas de azevém, muitas vezes é necessária a aplicação sequencial de herbicidas (glifosato + graminicidas) na pré-semeadura para garantir a eficácia.
Manejo de Rizomas: O capim-amargoso deve ser controlado preferencialmente antes dos 45 dias de emergência; após a formação de rizomas, a planta torna-se perene e o controle químico é drasticamente dificultado.
Rotação de Mecanismos: É fundamental rotacionar os princípios ativos dos defensivos para evitar a seleção de novos biótipos resistentes dentro da lavoura.
Benefício da Palhada: Embora o trigo sofra com a competição, uma lavoura bem estabelecida produz palhada que auxilia na supressão de daninhas para a cultura seguinte (geralmente a soja), facilitando o sistema de plantio direto.
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