Ácaro Azul das Pastagens: Guia Completo para Identificação e Manejo
Ácaro azul das pastagens: conheça mais suas características, as culturas mais afetadas e a melhor forma de controle
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As Pragas de Inverno referem-se a um grupo de organismos, incluindo insetos e aracnídeos, que encontram condições ideais de desenvolvimento durante os meses de temperaturas mais amenas no Brasil, especificamente nas regiões Sul e em áreas de altitude do Sudeste e Centro-Oeste. Diferente das pragas tropicais que prosperam no calor e umidade do verão, estes organismos adaptaram-se para atacar culturas de inverno, como trigo, aveia, cevada, triticale, centeio e pastagens de azevém. A atividade dessas pragas ocorre geralmente quando as temperaturas variam entre faixas mais baixas, como 8 °C a 15 °C, momento em que o metabolismo da praga é ativado para alimentação e reprodução.
No contexto do agronegócio brasileiro, a incidência dessas pragas tem crescido, exigindo atenção redobrada dos produtores que realizam a sucessão de culturas ou integração lavoura-pecuária. Um exemplo clássico e emergente nesta categoria é o Ácaro Azul das Pastagens (Penthaleus major). Embora historicamente menos frequentes que as pragas de verão, as pragas de inverno possuem alto potencial destrutivo, podendo causar redução significativa de estande, morte de plântulas e comprometimento da área foliar fotossinteticamente ativa, impactando diretamente a produtividade final dos grãos ou a oferta de forragem para o gado.
O manejo dessas pragas é desafiador porque seus sintomas iniciais podem ser confundidos com deficiências nutricionais ou estresses climáticos (como geadas ou seca). Além disso, muitas dessas espécies possuem comportamentos de defesa, como esconder-se no solo durante os períodos mais quentes do dia, o que dificulta a identificação visual rápida durante as vistorias convencionais de campo.
Adaptação Térmica: Possuem preferência por temperaturas amenas, tipicamente entre 8 °C e 15 °C, reduzindo sua atividade ou entrando em diapausa (ou buscando refúgio no solo) quando o calor se intensifica.
Alvo Preferencial: Atacam predominantemente gramíneas de inverno (cereais de inverno e pastagens), alimentando-se da seiva através da raspagem ou sucção do conteúdo celular das folhas.
Sintomatologia Visual: O ataque costuma provocar uma mudança na coloração da lavoura, deixando as folhas com aspecto prateado, acinzentado ou amarelado (clorose), evoluindo para necrose em casos severos.
Comportamento Fotofóbico: Muitas espécies, como o ácaro azul, evitam a luz solar direta, sendo mais ativas na superfície das folhas durante a noite, início da manhã ou em dias nublados.
Ciclo de Vida: Podem apresentar múltiplas gerações durante a estação fria; no caso do ácaro azul, observam-se cerca de duas gerações anuais, com capacidade de sobrevivência no solo em profundidades de até 40 cm em condições adversas.
Monitoramento Estratégico: A vistoria da lavoura deve ser realizada preferencialmente no início da manhã ou final da tarde, momentos em que essas pragas estão expostas nas folhas; vistorias sob sol forte podem gerar falsos negativos.
Identificação de Danos: Fique atento a manchas “prateadas” ou descoloridas nas folhas; diferencie esses sintomas de doenças fúngicas ou viroses, pois o controle químico é completamente distinto.
Porta de Entrada para Doenças: As lesões causadas pela alimentação dessas pragas fragilizam a epiderme da planta, tornando a cultura muito mais suscetível a infecções secundárias por fungos e bactérias.
Impacto Econômico: Não subestime o dano; infestações severas em estágios iniciais da cultura podem levar à morte da planta e exigir o replantio, ou reduzir a produtividade em até 50% se não controladas.
Influência do Solo: Solos arenosos tendem a favorecer a presença de certas pragas de inverno, como o ácaro azul, facilitando sua movimentação e abrigo no perfil do solo.
Classificação Biológica: É fundamental distinguir se a praga é um inseto ou um aracnídeo (como os ácaros), pois isso define a escolha correta do defensivo agrícola (inseticida versus acaricida) para um controle eficiente.
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