Regulador de Crescimento no Algodão: Guia Completo para Máxima Produtividade
Regulador de crescimento no algodão: vantagens do uso, época mais adequada de aplicação, dosagem e parcelamento ideal para a lavoura
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O regulador de crescimento é uma ferramenta tecnológica essencial na agricultura moderna, consistindo em substâncias, geralmente de origem sintética, projetadas para interferir na fisiologia e no balanço hormonal das plantas. No contexto do agronegócio brasileiro, seu uso é particularmente estratégico em culturas de ciclo indeterminado ou vigoroso, como o algodoeiro, onde o principal objetivo é modular o desenvolvimento vegetativo (folhas e caules) para favorecer o crescimento reprodutivo (flores e frutos).
Esses compostos atuam inibindo a síntese ou a ação de hormônios específicos, como o ácido giberélico, que é responsável pelo alongamento celular. Ao “frear” o esticamento excessivo dos caules e reduzir a distância entre os nós, o regulador torna a planta mais compacta e eficiente no uso de energia. Essa intervenção é vital em regiões tropicais, onde fatores como altas temperaturas (acima de 32 ºC), umidade elevada e solos com alta disponibilidade de nitrogênio estimulam um crescimento vertical desordenado, o que pode comprometer a produtividade final e dificultar a mecanização da colheita.
Inibição do Alongamento Celular: A função primária é atuar sobre os meristemas, reduzindo a expansão das células do caule, o que resulta em plantas com porte controlado e internódios mais curtos.
Alteração da Arquitetura do Dossel: Promove uma estrutura de planta mais aberta e arejada, permitindo maior penetração de luz solar e circulação de ar até as partes mais baixas da lavoura.
Redirecionamento Energético: Ao limitar o crescimento vegetativo excessivo, a planta é induzida a direcionar seus fotoassimilados e energia para a retenção e desenvolvimento das estruturas reprodutivas, como as maçãs do algodão.
Uniformidade da Lavoura: O uso correto da tecnologia auxilia na homogeneização da altura do estande, facilitando os tratos culturais e garantindo que a cultura se mantenha dentro dos padrões ideais para a colheita mecanizada (geralmente até 1,30 m no algodão).
Flexibilidade de Manejo: Permite ao produtor intervir no ciclo da cultura em resposta a condições climáticas que favorecem o crescimento exagerado, atuando como um “freio” fisiológico quando necessário.
Necessidade de Monitoramento Técnico: A aplicação não deve ser feita por calendário, mas baseada em métricas de campo, como a relação entre a altura da planta e o número de nós, além da medição do comprimento dos últimos cinco nós do ponteiro.
Impacto na Sanidade: Plantas mais compactas e com dossel aberto criam um microclima desfavorável para o desenvolvimento de doenças fúngicas e apodrecimento de estruturas reprodutivas, reduzindo a pressão de patógenos.
Eficiência de Defensivos: A arquitetura modificada pelo regulador permite que as pulverizações de inseticidas e fungicidas atinjam com maior eficácia o terço inferior da planta, onde pragas e doenças costumam se alojar.
Qualidade do Produto Final: No caso do algodão, o controle do crescimento reduz a quantidade de galhos e folhas indesejadas, diminuindo a contaminação da fibra por impurezas vegetais durante a colheita e melhorando o rendimento no beneficiamento.
Prevenção de Perdas Fisiológicas: O equilíbrio hormonal proporcionado pelo regulador ajuda a reduzir a abscisão (queda natural) de botões florais e frutos jovens, maximizando o potencial produtivo da lavoura.
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