Colheita Mecanizada de Arroz: Como Evitar Perdas e Aumentar Eficiência
Colheita mecanizada do arroz: veja os pontos que merecem atenção na regulagem e manutenção das máquinas para evitar perdas de grãos
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A regulagem de colhedora refere-se ao conjunto de ajustes técnicos e calibrações realizados nos mecanismos internos e externos de máquinas agrícolas destinadas à colheita, como colheitadeiras de grãos (arroz, soja, milho) e colhedoras de algodão. Este procedimento é fundamental para harmonizar o funcionamento da máquina com as condições específicas da lavoura no momento da operação, visando extrair a máxima produtividade com o mínimo de desperdício. No contexto brasileiro, onde as janelas de colheita podem ser estreitas e as condições climáticas variáveis, a regulagem correta é o fator determinante entre o lucro e o prejuízo operacional.
O processo envolve a parametrização de diversos componentes, que variam conforme o tipo de cultura e o sistema da máquina. Em grãos como o arroz, por exemplo, ajusta-se a abertura do côncavo, a rotação do cilindro de trilha, a velocidade do ventilador e a abertura das peneiras. Já na colheita de algodão, a regulagem foca na pressão das placas, velocidade dos fusos (sistema picker) ou do molinete e escovas (sistema stripper), além dos sistemas de limpeza pneumática. O objetivo é garantir que a planta seja processada de forma a separar o produto comercial (grão ou fibra) dos resíduos vegetais sem causar danos físicos.
Além de evitar perdas quantitativas (produto deixado no campo), a regulagem adequada é essencial para prevenir perdas qualitativas. Uma máquina mal regulada pode quebrar grãos, diminuindo seu valor comercial, ou contaminar a fibra do algodão com impurezas e cascas, o que afeta diretamente a classificação e a rentabilidade do produtor. Portanto, a regulagem não é um ato único, mas um processo dinâmico que deve ser monitorado e alterado conforme as variações de umidade, densidade da cultura e topografia do terreno ao longo do dia de trabalho.
Adaptação ao Teor de Umidade: As configurações de trilha e separação devem ser alteradas conforme a umidade dos grãos ou fibras muda ao longo do dia (manhã úmida versus tarde seca) para evitar “embuchamentos” ou danos mecânicos.
Sincronismo de Velocidade: Envolve o ajuste da velocidade de deslocamento da máquina em relação à velocidade dos mecanismos de recolhimento (molinete ou plataforma), garantindo um fluxo de alimentação constante e uniforme.
Especificidade do Sistema de Trilha: A regulagem varia drasticamente entre sistemas de fluxo axial (rotores) e convencionais (cilindro e batedores), ou entre sistemas de fusos e pentes no caso do algodão, exigindo conhecimento técnico específico do operador.
Gerenciamento de Limpeza: Inclui o ajuste fino da ventilação e das peneiras para expulsar a palha e impurezas sem jogar fora o produto colhido, equilibrando a pureza do material no tanque graneleiro.
Altura e Agressividade de Corte: Define a altura da plataforma de corte e a agressividade dos dentes ou barras, influenciando diretamente na quantidade de material vegetal que entra na máquina e na eficiência do recolhimento, especialmente em culturas acamadas.
Monitoramento Constante de Perdas: A regulagem deve ser validada periodicamente através da verificação de perdas no solo (copo medidor ou armação) e atrás da máquina; confiar apenas nos sensores do monitor pode mascarar ineficiências reais.
Impacto da Velocidade de Avanço: Operar a colhedora acima da velocidade recomendada para a capacidade de processamento da máquina é uma das principais causas de perdas, independentemente de quão bem ajustados estejam os mecanismos internos.
Diferença entre Danos Mecânicos e Perdas: É crucial distinguir se a máquina está deixando produto no campo (perda quantitativa) ou danificando o produto colhido (perda qualitativa), pois cada problema exige ajustes opostos na regulagem (ex: abrir ou fechar o côncavo).
Manutenção como Pré-requisito: Nenhuma regulagem será eficaz se os componentes de desgaste (facas, dedos retráteis, barras de trilha) estiverem cegos ou danificados; a manutenção preventiva deve preceder a calibração.
Variação Intra-talhão: Em lavouras desuniformes, com manchas de maturação ou plantas daninhas, o operador deve estar preparado para realizar ajustes rápidos ou reduzir a velocidade para manter a qualidade da colheita.
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