Terbutilazina no Milho: Guia Completo do Novo Herbicida para Daninhas Difíceis
Terbutilazina: saiba quando, onde e como usar esse novo herbicida que promete revolucionar o manejo de plantas daninhas no milho
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Ler o Guia Principal sobre Terbutilazina →A terbutilazina é um princípio ativo herbicida pertencente ao grupo químico das triazinas, introduzido no mercado brasileiro com registro oficial para a cultura do milho em outubro de 2020. Desenvolvida originalmente na Europa no final da década de 1990, a molécula ganhou relevância global como uma alternativa técnica segura e eficiente à atrazina, especialmente após restrições regulatórias na União Europeia. No Brasil, ela atua como uma ferramenta estratégica no manejo integrado de plantas daninhas, oferecendo uma nova opção para rotacionar mecanismos de ação e combater a resistência no campo.
Este herbicida caracteriza-se por ser seletivo e de ação sistêmica, ou seja, após ser absorvido pelas raízes e folhas, ele transloca-se por toda a planta invasora. Sua função principal é inibir a fotossíntese no fotossistema II, bloqueando a transferência de elétrons e interrompendo a produção de energia da planta. Essa interrupção leva ao aparecimento de clorose (amarelecimento), necrose dos tecidos e, consequentemente, à morte da planta daninha, garantindo que a cultura do milho se desenvolva sem a matocompetição inicial.
Mecanismo de Ação: Atua como inibidor da fotossíntese no fotossistema II, impedindo a conversão de luz solar em energia química vital para a sobrevivência da planta invasora.
Alta Seletividade: O produto demonstra excelente segurança para a cultura do milho, combatendo as plantas daninhas sem causar fitotoxicidade ou prejuízos ao desenvolvimento da lavoura comercial.
Efeito Residual Prolongado: A molécula concentra-se nos primeiros 5 cm do perfil do solo, atuando diretamente sobre o banco de sementes e impedindo a germinação de novos fluxos de invasoras por um período estendido.
Flexibilidade de Aplicação: Pode ser utilizada tanto em pré-emergência (antes do nascimento das daninhas) quanto em pós-emergência inicial, adaptando-se a diferentes estratégias de manejo.
Perfil Toxicológico: Classificada como Classe 4 (Pouco Tóxico) para saúde humana, mas exige atenção ambiental por ser Classe 2 (Muito Perigoso ao Meio Ambiente).
Manejo de Resistência: A terbutilazina é fundamental para a rotação de princípios ativos, sendo eficaz contra espécies de plantas daninhas que já desenvolveram tolerância ou resistência a outros herbicidas comuns no mercado.
Sintomatologia Visual: A ação do produto é identificada pelo amarelecimento progressivo (clorose) entre as nervuras das folhas das plantas daninhas, seguido de necrose e morte total.
Absorção Radicular: Embora também seja absorvida pelas folhas, a principal via de entrada na planta é pelas raízes, o que reforça a importância da umidade do solo para a máxima eficiência do produto.
Substituição da Atrazina: Estudos e práticas de campo posicionam a terbutilazina como um substituto moderno da atrazina, oferecendo eficácia similar ou superior com um perfil de segurança atualizado.
Foco no Banco de Sementes: Devido à sua concentração na camada superficial do solo, é uma excelente escolha para reduzir a pressão de infestação futura, controlando as sementes antes que se tornem plantas adultas problemáticas.
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