Classificação de Soja: O Guia Completo para Aumentar sua Rentabilidade
Classificação da soja: a atenção ao padrão exigido por indústria e tradings e o diagnóstico na colheita são fundamentais para a rentabilidade
1 artigo encontrado com a tag " Umidade da Soja"
A umidade da soja refere-se ao percentual de água contido nos grãos, sendo um dos parâmetros técnicos e econômicos mais críticos na cadeia produtiva do agronegócio brasileiro. Este índice é monitorado rigorosamente desde o planejamento da colheita até a entrega nos armazéns, indústrias ou portos, pois influencia diretamente a conservação do produto e o valor final pago ao produtor. Embora a Instrução Normativa (IN) 11/2007 do Ministério da Agricultura não utilize a umidade para definir o “Grupo” da soja (I ou II), ela estabelece um padrão recomendado de 14%, que é amplamente adotado pelo mercado como o limite para recebimento sem descontos.
No contexto prático, a gestão da umidade é um equilíbrio delicado. Grãos colhidos com umidade excessiva exigem secagem artificial, gerando custos operacionais e descontos na venda (taxa de secagem e quebra de peso). Por outro lado, grãos colhidos excessivamente secos (abaixo de 13%) tornam-se suscetíveis a danos mecânicos, como a quebra e a partição durante a trilha na colheitadeira, além de representarem uma perda de peso “invisível” para o agricultor, que deixa de vender a água permitida na composição do peso da saca. Portanto, o controle da umidade é vital tanto para a qualidade física e fisiológica do grão quanto para a rentabilidade da safra.
Padrão de Comercialização: O mercado brasileiro adota o limite de 14% de umidade como base; valores acima deste percentual sofrem descontos na tabela de classificação.
Influência na Colheita: A umidade determina a regulagem das colheitadeiras; grãos muito úmidos podem sofrer “amassamento” ou “bucha”, enquanto grãos muito secos tendem a quebrar ou partir.
Fator de Conservação: A umidade é o principal catalisador para processos de deterioração no armazenamento, como fermentação, aquecimento da massa de grãos e proliferação de fungos e micotoxinas.
Variação Diária: No campo, o teor de água nos grãos oscila significativamente ao longo do dia, exigindo monitoramento constante para decidir o início e o fim do turno de colheita.
Método de Aferição: A medição é realizada através de determinadores eletrônicos de umidade, devendo ser feita após a etapa de pré-limpeza e retirada de impurezas da amostra.
Descontos Financeiros: Ao entregar soja com umidade acima de 14%, o produtor paga duas vezes: pela taxa de secagem (serviço) e pela quebra de peso (a água retirada para atingir o padrão).
Ponto Ideal de Colheita: Agronomicamente, a faixa entre 13% e 15% é considerada ideal para a colheita, minimizando danos mecânicos e perdas no campo, embora exija atenção logística para a secagem se estiver no limite superior.
Armazenamento Seguro: Para estocagem a longo prazo na fazenda ou em silos, recomenda-se reduzir a umidade para níveis entre 11% e 12%, garantindo a estabilidade do grão e evitando a deterioração.
Calibração de Equipamentos: Divergências na leitura de umidade entre o medidor da colheitadeira e o do armazém são comuns; manter os equipamentos calibrados e aferidos é essencial para evitar prejuízos na classificação.
Impacto na Germinação: Para produtores de sementes, a colheita com umidade inadequada e a secagem agressiva (altas temperaturas) podem comprometer drasticamente o vigor e a germinação da soja.
Ajude outros produtores compartilhando este conteúdo sobre Umidade da Soja